
O ecossistema de computadores com arquitetura ARM acaba de ganhar um novo fôlego graças à comunidade de modificadores de software. Um grupo de modders chineses conseguiu contornar as restrições oficiais da NVIDIA e adaptou os controladores criados originalmente para a linha RTX Spark, viabilizando o funcionamento de placas gráficas GeForce dedicadas em sistemas baseados em processadores ARM.
De acordo com o que foi revelado pelo VideoCardz, a modificação abre caminho para a utilização de componentes gráficos tradicionais em plataformas alternativas. Embora o interesse inicial nas APU com aceleração de Inteligência Artificial da marca tenha dividido opiniões, esta descoberta traz uma nova perspetiva de expansão de hardware para entusiastas e profissionais.
Testes práticos com a RTX 4060 e a RTX 2080 Ti
Para demonstrar a eficácia da alteração nos drivers, a comunidade colocou o projeto à prova em dois cenários distintos com o sistema operativo Windows 11 da Microsoft.
O primeiro ecossistema recorreu a uma estação de trabalho Huawei Qingyun W510, equipada com um processador Kunpeng 920 de 24 núcleos e 32 GB de memória RAM DDR4, onde foi instalada uma GeForce RTX 4060 de 8 GB através de uma interface PCIe 4.0 x8. O segundo teste utilizou uma plataforma Radxa Orion 06, servindo de base para colocar uma veterana GeForce RTX 2080 Ti em pleno funcionamento.

Gargalos de processamento penalizam o desempenho em jogos
Apesar do feito técnico histórico, a experiência prática revela que a emulação e as limitações das frequências dos processadores ARM testados ainda cobram um preço elevado na fluidez visual. Em termos de jogabilidade, o impacto direto para quem procura alto desempenho ainda é contido:
Genshin Impact: O título da HoYoverse fixou-se na casa dos 20 a 21 FPS com uma resolução de 1080p na RTX 4060.
Black Myth: Wukong: Obteve uma média de 21 FPS, enfrentando quebras severas que chegaram a atingir meros 3 FPS em secções mais exigentes.
Red Dead Redemption 2: Testado na RTX 2080 Ti a 1080p, o clássico da Rockstar atingiu picos de 52 FPS e uma média de 40 FPS, mas registou mínimos perigosos de 7 FPS.
Nas ferramentas de avaliação sintética do 3DMark, a quebra de rendimento também foi notória. A RTX 4060 registou 32.370 pontos no teste Solar Bay e 2.252 pontos no Speed Way. Já no Time Spy, a pontuação fixou-se nos 6.369 pontos — um corte expressivo de cerca de 4.000 pontos face ao que a mesma placa atinge num computador tradicional x86.
Ainda que as barreiras de otimização sejam evidentes, o avanço serve como um marco importante de compatibilidade e abre as portas ao desenvolvimento de futuras atualizações que possam mitigar este fosso de desempenho.












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