
O Departamento de Justiça dos EUA emitiu um aviso contundente sobre uma nova vaga de ciberataques, onde os criminosos estão a focar-se nas contas de redes sociais de adultos e crianças. O objetivo central é roubar imagens ou vídeos de cariz sexualmente explícito para, posteriormente, chantagear as vítimas e lucrar com a ameaça de exposição pública.
Segundo os detalhes partilhados no boletim de segurança oficial, os atacantes recorrem aos conteúdos furtados para exigir dinheiro, ameaçando partilhá-los com familiares e amigos caso o pagamento não seja efetuado. Em casos onde não existe extorsão direta, o material é frequentemente vendido em mercados clandestinos. Para aumentar a pressão, os piratas informáticos cruzam estas imagens com dados pessoais das vítimas, partilhando nomes, datas de nascimento, endereços de email, números de telemóvel e perfis sociais com outros criminosos.
O impacto destrutivo da sextorsão
A sextorsão opera através do medo e da coerção. O FBI clarifica que, na vasta maioria das situações, o material íntimo roubado acaba por circular em mercados criminosos sem o conhecimento do visado. Esta dinâmica resulta numa dupla vitimização: os afetados sofrem assédio contínuo e perseguição online, havendo registo de situações em que o conteúdo roubado é anunciado na própria página da rede social da vítima.
Atletas estudantis também estão na mira
Numa ação coordenada, a agência federal e a National Collegiate Athletic Association (NCAA) emitiram um alerta semelhante focado nos atletas estudantis, pedindo a treinadores e lideranças desportivas que reforcem a sensibilização nas suas comunidades para estes esquemas de exploração.
Num contexto onde estas plataformas digitais são amplamente acedidas em Portugal e no resto do mundo, as autoridades recomendam que nunca se responda a mensagens de texto ou emails não solicitados que exijam códigos de verificação ou redefinições de palavra-passe. Qualquer plataforma legítima não solicita um código PIN ou password temporária ao titular da conta. Como precaução adicional, é imperativo evitar guardar conteúdos explícitos em locais acessíveis via internet e utilizar passwords complexas que não incluam informações facilmente descobríveis, ativando sempre a autenticação de dois fatores.
Penas pesadas para os infratores
Embora não tenha sido especificado o incidente exato que motivou este comunicado, é prática comum a emissão destes avisos quando se regista um pico no volume de queixas. Já em setembro de 2021, há quase cinco anos, a agência tinha alertado para um aumento massivo neste tipo de crime cibernético, aconselhando quem recebe ameaças a cortar imediatamente a comunicação com os extorsionistas e a contactar as autoridades.
Os autores destes esquemas enfrentam dezenas de anos de prisão. Em maio, um cidadão canadiano foi sentenciado a 33 anos de cadeia por visar mais de 145 crianças nos EUA, algumas com apenas 6 anos de idade, num esquema ininterrupto de sextorsão que se prolongou durante oito anos.












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