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Dreamlab Vodafone

 

Recentemente a Vodafone começou a publicitar a aplicação “DreamLab”, que apesar de não ser nova no mercado, possui como objetivo ajudar no desenvolvimento de uma cura e analise das moléculas do COVID-19. Esta aplicação possui o mesmo conceito base que o [email protected], onde utiliza os recursos dos dispositivos moveis para conjugar num “supercomputador” distribuído por milhares de utilizadores.

 

Apesar de a ideia e conceito da app serem efectivamente nobres, para ajudar a analisar moléculas do Covid-19, é também importante ter em consideração alguns aspectos que a empresa não se encontra a referir no seu site.

A Vodafone refere no seu portal que a aplicação “DreamLab” funciona enquanto o smartphone se encontra a carregar, no período noturno, e que não causa qualquer impacto no uso regular do dispositivo. Quando o utilizador se encontra ativo no mesmo – ou este não esteja a carregar – a app simplesmente deixa de processar dados.

 

No entanto, tal como acontece no [email protected], esta aplicação utiliza os recursos do sistema para realizar estas análises – nomeadamente o processador. Esta tarefa vai causar com que o dispositivo aqueça consideravelmente durante o uso dos recursos.

Como é bem conhecido, o calor não é um dos melhores amigos dos dispositivos moveis, e pode causar graves problemas tanto à longevidade dos componentes como até à própria autonomia da bateria a longo prazo.

 

Durante a utilização da “DreamLab”, o dispositivo pode aquecer consideravelmente ao ponto de afetar a bateria e a capacidade da mesma aguentar cargas futuras – tendo em conta que as baterias não “gostam” de funcionar em ambientes quentes, e o calor emitido pelos dispositivos é uma das principais razões para as mesmas deixarem de aguentar a carga ao longo do tempo.

 

Para analise deste problema, o TugaTech realizou uma verificação simples da temperatura durante o uso da aplicação, nos conformes em como a Vodafone refere que o funcionamento acontece. O teste foi realizado sobre um Huawei Mate 20 Lite, com temperatura ambiente de aproximadamente 25ºC.

Os dados foram recolhidos durante o período de tempo que a aplicação esteve em funcionamento e desde que iniciou o processamento das moléculas.

 

temperatura grafico

 

Este teste pode não ser um dos mais científicos que existe, mas certamente que demonstra como o uso da aplicação aumenta consideravelmente a temperatura do processador, ao ponto de atingir um valor máximo de 70ºC - algo consideravelmente superior ao que seria recomendado.

O caso piora ainda mais tendo em consideração que o dispositivo encontra-se em carregamento durante o teste, o que por si só aumenta ainda mais a temperatura e stress que é aplicado na bateria.

 

O uso da aplicação DreamLab pode trazer consequências negativas para os dispositivos, apesar de o seu efeito final até ser benéfico para a saúde publica. Se realmente pretende ajudar a investigação de uma cura contra o COVID-19, sem prejudicar a vida útil do seu smartphone, o melhor será adotar algo como o [email protected] num dispositivo que esteja preparado para este efeito – ou que, pelo menos, tenha mais arrefecimento ativo do que um simples smartphone.







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