1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

Redes sociais em logos 3D

A Polícia Judiciária (PJ) vai ter uma nova e poderosa ferramenta para combater o terrorismo online. Foi aprovada uma medida que permite à PJ ordenar o bloqueio urgente de conteúdos na internet considerados uma ameaça terrorista. No entanto, esta ação rápida vem com uma condição crucial: terá de ser validada por uma autoridade judicial no prazo máximo de 48 horas.

Esta decisão, aprovada na Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento, surge para equilibrar a necessidade de uma resposta rápida contra a propaganda terrorista e a salvaguarda dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Um equilíbrio entre segurança e liberdade

A proposta inicial do Governo previa que a PJ pudesse bloquear ou remover conteúdos terroristas da internet sem qualquer intervenção judicial prévia. Esta autonomia levantou preocupações sobre a sua constitucionalidade, com pareceres do Conselho Superior de Magistratura, do Conselho Superior do Ministério Público e da Comissão Nacional de Proteção de Dados a alertarem para os riscos.

Para resolver o impasse, o PSD apresentou uma proposta de alteração que introduz o controlo judicial. O objetivo é garantir que a luta contra o terrorismo não compromete a proteção dos direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e o acesso à informação, assegurando que qualquer bloqueio seja devidamente fundamentado e validado.

Como vai funcionar na prática?

Em situações consideradas urgentes, a PJ poderá avançar de imediato com a ordem de bloqueio do conteúdo. A partir desse momento, a autoridade policial dispõe de um prazo de 48 horas para comunicar a decisão ao Ministério Público e obter a sua validação ou, se necessário, a de um juiz.

Esta alteração garante que, mesmo em casos de emergência, existe uma supervisão judicial que avalia a legitimidade da ação, evitando assim possíveis abusos ou erros de avaliação sobre o que constitui um conteúdo terrorista.

A origem da mudança e o xadrez político

A nova regra resulta da proposta de alteração do PSD ao diploma do Governo, que acabou por reunir um consenso alargado para a sua viabilização. Na votação final em comissão, a proposta contou com os votos a favor do Chega, a abstenção do PS e o voto contra da Iniciativa Liberal, refletindo as diferentes visões sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade no espaço digital.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech