
A Microsoft está novamente debaixo de fogo devido às suas táticas agressivas para promover o navegador Edge. Desta vez, uma coligação de rivais, que inclui nomes de peso como o Google Chrome, Opera e Vivaldi, acusa a gigante de Redmond de "subornar" utilizadores para que mudem de navegador.
A "Browser Choice Alliance" (Aliança pela Escolha do Navegador) alega que a Microsoft está a usar os pontos do programa Microsoft Rewards, que têm valor monetário real, como um isco injusto.
Numa declaração enviada ao Neowin, a aliança foi clara: "Em vez de competir pelos méritos e deixar os utilizadores decidir o melhor navegador para as suas necessidades, a Microsoft está agora a subornar os utilizadores com a promessa de pontos Microsoft Rewards que têm valor monetário real."
A coligação defende que a Microsoft devia "estar do lado dos utilizadores em vez de expandir a sua campanha para minar a escolha do consumidor e bloquear navegadores concorrentes."
Para quem não está familiarizado, o Microsoft Rewards é uma plataforma que oferece pontos digitais pela utilização do motor de busca Bing e do navegador Microsoft Edge. Estes pontos acumulados podem depois ser trocados por recompensas, como cartões-presente para as lojas Microsoft e Xbox, ou usados para participar em sorteios de hardware, como consolas Xbox Series X.
Um historial de táticas duvidosas
Esta não é a primeira vez que a Microsoft é criticada pelas suas estratégias para impulsionar o Edge. No passado, a empresa já foi acusada de injetar anúncios de página inteira do Edge no site de download do Google Chrome, sugerir conteúdos através de uma barra lateral e até publicar um guia enganoso sobre como desinstalar o Edge.
A Browser Choice Alliance destacou também outras formas que considera anti-competitivas. Entre elas estão o reencaminhamento automático de interações do Microsoft 365 para o Edge, a exibição de anúncios pop-up, a promoção insistente do Edge quando o utilizador pesquisa por navegadores alternativos e a reposição do Edge como navegador padrão em certas atualizações do Windows.
Embora a coligação não tenha anunciado, para já, nenhuma ação concreta, como um processo judicial, o site oficial da aliança apela aos reguladores para que investiguem estas práticas da Microsoft.










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