
A gigante tecnológica Nvidia recebeu luz verde da Casa Branca para iniciar a exportação dos seus chips de inteligência artificial H200 para "clientes aprovados" na China e noutros países. A informação foi confirmada pelo Presidente Donald Trump, que detalhou as condições financeiras e de segurança associadas a este novo acordo comercial.
Numa publicação realizada na passada segunda-feira na Truth Social, Trump afirmou que o negócio inclui "condições que permitem uma segurança nacional forte e contínua". Como contrapartida para esta autorização, os Estados Unidos irão receber uma parcela de 25% sobre as vendas destas GPUs — um valor superior aos 15% que tinham sido exigidos em agosto.
Benefícios económicos e restrições de hardware
Segundo as declarações do Presidente, esta política visa "apoiar os empregos americanos, fortalecer a produção nos EUA e beneficiar os contribuintes americanos". No entanto, a aprovação não abrange todo o portefólio da empresa.
Os chips H200 da Nvidia representam uma atualização face aos modelos H20, cuja venda já era permitida na China, mas continuam a ser menos potentes do que as GPUs Blackwell, as atuais topos de gama da marca. Trump esclareceu que os clientes norte-americanos da Nvidia "já estão a avançar com os seus incríveis e altamente avançados chips Blackwell, e em breve, Rubin", sublinhando que nenhum destes modelos mais recentes faz parte deste acordo de exportação.
Contexto geopolítico e tensão no setor
Esta decisão surge num momento complexo para o setor dos semicondutores e da IA. Embora a administração Trump tenha levantado alguns limites à exportação de chips de IA em maio, um grupo de senadores pressionou o Presidente no mês passado para continuar a negar o acesso da China aos chips mais poderosos da Nvidia, numa tentativa de preservar a posição de liderança dos EUA na inteligência artificial.
As novas aprovações parecem recompensar os esforços do CEO da Nvidia, Jensen Huang, na aproximação à Casa Branca. Contudo, o sucesso do acordo depende agora do interesse real da China em adquirir estes componentes, numa altura em que o país tem imposto barreiras às empresas chinesas para a compra de hardware estrangeiro, favorecendo o apoio à sua própria produção doméstica de chips.










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