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hacker em frente de computadores

As autoridades espanholas desferiram um duro golpe no cibercrime com a detenção de um jovem de apenas 19 anos, suspeito de orquestrar uma das maiores violações de dados recentes no país vizinho. O suspeito, localizado em Barcelona, é acusado de roubar e tentar comercializar informações sensíveis pertencentes a cerca de 64 milhões de pessoas.

A operação foi desencadeada pela Polícia Nacional de Espanha, que iniciou as investigações em junho, após detetar intrusões em sistemas de nove empresas distintas. O jovem enfrenta agora acusações graves relacionadas com cibercrime, acesso ilegítimo, revelação de segredos e violação de privacidade.

Uma mina de ouro de dados pessoais

Segundo as informações reveladas pela Polícia Nacional, o pirata informático terá conseguido exfiltrar uma quantidade massiva de registos privados. Entre a informação comprometida encontram-se nomes completos, moradas, endereços de email e números de telefone. Mais preocupante ainda é o facto de a base de dados incluir números de identificação fiscal (DNI) e códigos bancários IBAN, o que expõe as vítimas a riscos elevados de fraude financeira e roubo de identidade.

 

O suspeito foi localizado e detido em Igualada, na província de Barcelona. Durante a operação, os agentes apreenderam equipamento informático e carteiras de criptomoedas, onde se presume que estivessem guardados os lucros provenientes da venda ilegal destes dados. O jovem utilizava diversos fóruns de hacking para vender a informação, recorrendo a pelo menos seis contas diferentes e cinco pseudónimos para ocultar a sua identidade e dificultar o rastreio pelas autoridades.

Este caso sublinha a crescente ameaça que o roubo de dados representa tanto para empresas como para cidadãos individuais, independentemente da sua localização geográfica.

Ofensiva contra o cibercrime na Europa

Num desenvolvimento paralelo, mas não relacionado, as autoridades da Ucrânia anunciaram também a detenção de um cibercriminoso de 22 anos. Este indivíduo é acusado de desenvolver e utilizar malware personalizado para comprometer contas de utilizadores em diversas plataformas e redes sociais.

A maioria das vítimas deste segundo hacker encontrava-se nos Estados Unidos e em vários países europeus. O suspeito vendia o acesso às contas comprometidas em fóruns da especialidade, utilizando uma "bot farm" com cerca de 5.000 contas para amplificar o alcance das suas atividades ilícitas. O jovem enfrenta agora uma pena que pode chegar aos 15 anos de prisão, ao abrigo do Código Penal ucraniano.




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