
Após a turbulência financeira que marcou o final do ano passado, com a criadora do Roomba a declarar falência em dezembro de 2025, a aquisição dos seus ativos pela empresa chinesa Picea Robotics levantou imediatas preocupações sobre a privacidade. Agora, a liderança da empresa vem a público tentar dissipar os receios de que os mapas das casas dos utilizadores acabem em servidores estrangeiros.
Dados blindados em solo americano
A questão da soberania dos dados é sensível, especialmente quando envolve dispositivos que mapeiam o interior das habitações. Em declarações ao site TechRadar, Gary Cohen, CEO da iRobot, foi perentório ao afirmar que a transferência de propriedade para uma entidade chinesa não implica a migração da informação dos clientes.
Segundo o responsável, a infraestrutura de dados permanecerá inalterada e localizada nos Estados Unidos. Cohen assegurou que "os dados vão manter-se nos nossos servidores nos EUA", sublinhando que estas infraestruturas estão protegidas e que a informação se encontra encriptada. Curiosamente, o CEO adiantou ainda que até os dados referentes aos utilizadores europeus continuarão a ser alojados em servidores norte-americanos, não havendo planos para qualquer transferência para a China.
Política de privacidade mantém-se inalterada
Para além da localização física dos servidores, a empresa reforçou que as regras do jogo não vão mudar. Em comunicado, a iRobot garantiu que a transação de reorganização não altera a forma como a empresa "recolhe, mantém, armazena ou usa informação pessoal".
Esta posição visa tranquilizar os atuais proprietários de aspiradores robô da marca, a quem já tinha sido prometido que não haveria qualquer "interrupção na funcionalidade" dos seus dispositivos. A continuidade do suporte técnico e a manutenção das políticas de privacidade atuais parecem ser a estratégia central para manter a confiança dos consumidores nesta nova fase sob a alçada da Picea Robotics.










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