1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

Física atomo em 3D

A ambição científica da China parecia não ter limites, preparando-se para dar aquele que seria o maior salto na história da física de partículas. O projeto do Circular Electron Positron Collider (CEPC) prometia ofuscar tudo o que conhecemos, com uma circunferência impressionante de 100 km — quase quatro vezes superior ao famoso Large Hadron Collider (LHC) do CERN, na Suíça. No entanto, a realidade económica impôs um travão a fundo nestas aspirações.

Um gigante da ciência em pausa

Iniciado em 2012, na sequência da descoberta histórica do bosão de Higgs, o CEPC foi desenhado para ser uma verdadeira fábrica de dados sobre a origem do universo, com o objetivo de recriar as condições imediatas após o Big Bang. Contudo, o projeto, com um custo estimado de 5,1 mil milhões de dólares (aproximadamente 4,8 mil milhões de euros), encontrou um obstáculo intransponível: o orçamento.

De acordo com as informações avançadas, a China retirou o projeto do seu plano quinquenal para o período de 2026 a 2030. Esta decisão sinaliza uma clara redução de prioridade e, consequentemente, o congelamento dos investimentos necessários para a sua construção imediata, tal como detalha a BGR.

Os cientistas do Instituto de Física de Altas Energias não baixaram os braços, mas ajustaram o calendário. O novo objetivo passa por tentar aprovar a proposta apenas em 2030. Esta pausa forçada coloca em perspetiva a viabilidade de megaprojetos científicos num clima económico global incerto.

O futuro da física e a alternativa europeia

Estes aceleradores, que funcionam como anéis subterrâneos gigantescos, são essenciais para colidir partículas a velocidades próximas da luz. É nestes choques violentos que se revela a natureza da matéria, como o plasma de quarks e gluões, uma substância que existiu apenas nos primeiros microssegundos de vida do cosmos.

Com o atraso do projeto chinês, as atenções viram-se novamente para a Europa. O CERN tem nos seus planos o Future Circular Collider (FCC), um sucessor do LHC com 90,7 km de extensão. Enquanto o atual LHC tem ainda cerca de uma década de vida útil pela frente, com desativação prevista para a década de 2040, o desenvolvimento do FCC poderá arrancar já nos anos 2030, dependendo da aprovação dos estados-membros.

Curiosamente, este revés no oriente pode acabar por fomentar uma união global. A equipa chinesa admite agora a possibilidade de colaborar com grupos internacionais se o projeto europeu avançar primeiro. Se a China decidir unir esforços com a iniciativa do CERN, a comunidade científica poderá beneficiar de uma concentração de tecnologia e talento sem precedentes, focada em desvendar os segredos mais profundos do universo.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech