
A "sangria" de talentos na Apple parece não dar tréguas. Depois de um 2025 marcado por várias saídas de relevo no quadro de funcionários, o ano de 2026 arranca com mais uma baixa de peso na equipa de design de Cupertino. A The Browser Company, empresa responsável pelos inovadores navegadores Arc e Dia, acaba de garantir uma contratação de luxo, "roubando" um dos principais responsáveis pela experiência de navegação no ecossistema da maçã.
A novidade foi partilhada por Josh Miller, CEO da The Browser Company, através de uma publicação no LinkedIn. Miller não poupou no entusiasmo, revelando que Marco Triverio, até agora designer-chefe do Safari na Apple, é o mais recente membro da sua equipa.
Uma equipa de peso para o futuro da navegação
Com esta contratação, a The Browser Company consolida uma equipa de design impressionante. Triverio junta-se a Charlie Deets, outro ex-veterano da gigante tecnológica, o que significa que a startup reúne agora os principais líderes de design que moldaram o Safari entre 2020 e 2025.
Segundo Miller, a aposta da empresa para este ano é clara: deixar de lado a obsessão puramente técnica por benchmarks e modelos, para focar no fator humano e em como melhorar o dia a dia dos utilizadores. Esta filosofia parece estar alinhada com a visão dos novos reforços, que trocam a estabilidade de uma das maiores empresas do mundo pela agilidade e ambição de uma startup que quer redefinir a forma como usamos a internet.
O impacto no Dia e o cenário da Apple
Embora o navegador Arc já tenha uma identidade bem definida, esta movimentação gera grandes expectativas para o Dia, o novo projeto da empresa focado em Inteligência Artificial. A chegada de Triverio poderá ser o catalisador necessário para acelerar o desenvolvimento de novas funcionalidades e, crucialmente, o lançamento de uma versão estável para Windows, que continua restrita a listas de espera.
Do lado da Apple, a saída de Triverio junta-se a uma lista de cerca de 30 funcionários influentes que abandonaram a empresa nos últimos anos. Esta fuga de cerebros acontece num momento em que a empresa enfrenta desafios de popularidade em mercados emergentes como o Brasil, onde tem perdido terreno para a concorrência da Samsung, Motorola e Xiaomi. Além disso, a nível financeiro global, a gigante de Cupertino sofreu recentemente um revés simbólico quando a Alphabet ultrapassa Apple e é agora a segunda empresa mais valiosa do mundo, sinalizando uma mudança nas dinâmicas de poder de Silicon Valley.










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