
Quando a NVIDIA lançou a série 50 em março de 2025, muitos jogadores sentiram que o ganho de desempenho estava demasiado dependente do aumento do consumo energético. Contudo, esta geração trouxe algumas novidades interessantes a nível tecnológico, incluindo as memórias GDDR7, que escondem um enorme potencial para ajustes manuais. Agora, segundo o VideoCardz, uma equipa brasileira conseguiu contornar as limitações impostas pela marca na RTX 5070 Ti, levando a placa a atingir velocidades surpreendentes.
O fim dos limites na memória GDDR7
Embora modelos de topo como a RTX 5090 e a RTX 5080 não tenham representado um salto tão impressionante face às anteriores RTX 4090 e RTX 4080 (ou RTX 3090), a arquitetura Blackwell revelou-se um autêntico parque de diversões para os entusiastas do overclock. O limite inicial do MSI Afterburner para a memória destas gráficas começou nos +2.000 MHz, mas rapidamente a comunidade percebeu que as novas GDDR7 aguentavam subidas até aos +3.000 MHz de forma estável.
Ainda assim, existia um bloqueio imposto pelo fabricante que impedia valores superiores. Foi aqui que Burti, membro da equipa TecLab, decidiu explorar o interior de uma GALAX 1-Click OC, um modelo de entrada de gama. Através de modificações diretas no hardware – um processo complexo que não pode ser replicado com uma simples atualização de software –, o overclocker eliminou as barreiras de fábrica. O resultado foi uma memória a trabalhar acima dos 36 Gbps (36.000 MHz), o que se traduz num aumento de 28,5% em relação aos 28 Gbps originais da placa.
O impacto real no desempenho
Mas será que este aumento extremo se reflete nos testes de capacidade? No Unigine Superposition Benchmark (usando o perfil 8K Optimized), a RTX 5070 Ti registava inicialmente 9.922 pontos com as definições de origem. Após aplicar um overclock manual tradicional (+500 MHz no núcleo e +3.000 MHz nas memórias), a pontuação subiu para os 11.722, representando uma melhoria de 12%.
Com o desbloqueio físico da memória aplicado, a gráfica alcançou os 11.993 pontos, chegando ao pico absoluto de 12.011 pontos na sua melhor tentativa. Um detalhe curioso é que as ferramentas de monitorização não conseguiram acompanhar a alteração física, continuando a exibir a velocidade padrão de 28 Gbps durante os testes. No entanto, o especialista garantiu que o valor efetivo estava efetivamente na casa dos 36 Gbps.
Embora o ganho adicional no benchmark seja relativamente pequeno após ultrapassar o limite do software, esta proeza demonstra que os componentes têm muita margem de manobra oculta. Numa altura em que tecnologias como o DLSS 4.5 e o NVIDIA MFG x4 (com a versão x6 a caminho) são o foco para ganhar fluidez, provas como esta relembram que a base mecânica das placas gráficas continua a ter segredos por desvendar.












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