
Há alguns meses, começaram a surgir rumores sobre os processadores Bartlett Lake-S da Intel, pertencentes à linha Core 2. A promessa era aliciante para quem procura desempenho puro: modelos apenas com núcleos de alta performance (P-Cores) e sem os habituais núcleos de eficiência (E-Cores). No entanto, de acordo com as informações divulgadas pelo Wccftech, esta série de chips afinal não vai chegar aos nossos computadores tradicionais, sendo direcionada em exclusivo para a indústria de Edge Computing e equipamentos de inteligência artificial.
Uma arquitetura focada na força bruta
Desde a geração Core 12 que a fabricante nos habituou a uma arquitetura de núcleos híbrida, misturando P-Cores pesados com E-Cores focados na poupança de energia. Embora seja um formato excelente para domar consumos no dia a dia, há cenários onde a força bruta constante e imediata é necessária sem depender da distribuição de tarefas do sistema operativo. É exatamente aqui que entram os Core Series 2 (Bartlett Lake-S).

Com um total de até 12 P-Cores, 24 threads e frequências impressionantes de até 5,9 GHz, estes componentes foram desenhados para tarefas industriais intensivas. Com um consumo que varia entre os 45W e os 125W, suportam até 192 GB de memória RAM DDR5 a 5.600 MHz e garantem 16 linhas PCIe 5.0 para além das suportadas pela motherboard. No campo das ligações da plataforma, trazem suporte nativo para Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e MAC 2.5GbE com suporte TSN.
A linha completa e o reforço dos Panther Lake
O topo desta nova gama é ocupado pelo Core 9 273PQE, que coloca na mesa os 12 núcleos de alto desempenho a funcionar a 5,3 GHz em turbo simultâneo para todos os núcleos. A família fica completa com o Core 7 253PQE de 10 núcleos e o Core 5 223PQE de 8 núcleos. Em conjunto com o modelo Core 5 213, e contando com as diferentes variantes de 65W (PE) e 45W (PTE), a oferta totaliza agora 11 chips distintos. Para termos uma ideia do salto de potência face à concorrência, o Core 9 273PE a 65W consegue um tempo de resposta 2,5 vezes mais rápido, uma latência PCIe 4,4 vezes menor e um desempenho até 3,8 vezes superior ao do Ryzen 7 9700X de 65W.

Para o mesmo segmento de Edge Computing e IA, juntam-se ainda os processadores Core Ultra Series 3 (Panther Lake), equivalentes aos modelos que saíram para os portáteis. Destacando as suas capacidades, a marca garante que o modelo Core Ultra X9 388H consegue ser até 4,5 vezes mais rápido em tarefas de inteligência artificial do que o poderoso sistema Jetson AGX Orin de 64 GB da NVIDIA, oferecendo em simultâneo um rácio de rendimento 2,3 vezes superior por cada watt e dólar investido.












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