
Parece que nem os gigantes tecnológicos estão imunes aos desafios de segurança da nova era digital. A ferramenta de inteligência artificial generativa da IBM, denominada Bob, foi identificada como sendo suscetível a um tipo de ataque que tem afetado várias plataformas semelhantes: a injeção indireta de prompts para a execução de ações maliciosas.
A descoberta foi revelada pelos investigadores de segurança da Prompt Armor, uma empresa dedicada à gestão de riscos em sistemas de Inteligência Artificial. De acordo com o relatório, o agente de programação da IBM, que se encontra atualmente em fase beta, apresenta vulnerabilidades tanto na sua versão de terminal (CLI) como no ambiente de desenvolvimento integrado (IDE). Enquanto a versão CLI está exposta à injeção de comandos, a versão IDE mostra fragilidades relacionadas com a exfiltração de dados específicos de IA.
Como se processa a injeção de prompts
Para quem não está familiarizado com o termo, a injeção de prompts acontece quando uma ferramenta de IA possui permissões para ler conteúdos de outras aplicações, como caixas de correio eletrónico ou calendários. Aproveitando-se desta funcionalidade, um agente malicioso pode enviar um email ou criar um evento de calendário que parece inofensivo, mas que contém um comando oculto. Este comando instrui a IA a realizar uma ação não autorizada pelo utilizador.
Os especialistas decidiram tornar estas informações públicas para garantir que os utilizadores estejam cientes dos riscos imediatos antes do lançamento completo do sistema. A expectativa é que sejam implementadas camadas de proteção adicionais na versão final do IBM Bob para mitigar estas falhas.
Cenários de risco e consequências
Apesar da gravidade da falha, existe um detalhe importante que limita o alcance deste ataque. Segundo os investigadores, para que a exploração da vulnerabilidade seja bem-sucedida, o utilizador teria de ter o Bob configurado com permissões excessivamente amplas, permitindo a interação irrestrita em qualquer cenário — uma configuração que, embora possível, é pouco provável num ambiente de utilização normal.
Como a ferramenta ainda se encontra em fase beta, não é certo se estas permissões virão ativadas por defeito, embora se espere que a IBM adote uma postura de segurança mais restritiva. Caso esta vulnerabilidade seja explorada, os atacantes poderiam executar uma vasta gama de ações cibernéticas nocivas, desde a instalação de ransomware e roubo de credenciais, até à implementação de spyware, sequestro de dispositivos ou incorporação dos mesmos em botnets.










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