
A corrida pela robótica humanoide continua a acelerar e a Xpeng, conhecida pelos seus veículos elétricos, acaba de marcar um ponto importante neste campeonato. A empresa completou o desenvolvimento do seu primeiro protótipo de robô, versão ET1, que se destaca por ter sido desenvolvido seguindo os rigorosos padrões da indústria automóvel.
A revelação foi feita esta segunda-feira por He Xiaopeng, presidente e CEO da fabricante, numa publicação na rede social Weibo citada pelo CnEVPost. Embora o executivo não tenha partilhado imagens detalhadas do novo protótipo, descreveu o momento como "um passo crucial para a produção em massa de robôs humanoides de alto nível ainda este ano".
Um passo rumo à produção em massa
A estratégia da Xpeng é ambiciosa. Durante o evento AI Day de 2025, realizado em novembro passado, a empresa já tinha delineado o objetivo de alcançar a produção em massa destes equipamentos até ao final de 2026. O facto de este protótipo ser construído com "padrões automóveis" sugere uma aposta na durabilidade, controlo de qualidade e capacidade de escala de fabrico que as empresas de tecnologia tradicionais muitas vezes demoram a atingir.
Esta abordagem industrial é fundamental para a visão da empresa, que pretende que o seu robô, conhecido como "Iron", se integre perfeitamente em várias indústrias e cenários de serviço comercial, funcionando lado a lado com humanos.
Iron: O cérebro e o corpo por trás da máquina
O protagonista desta revolução é o robô humanoide "Iron", cuja nova geração foi apresentada no final de 2025. Com 178 cm de altura e 70 kg de peso, o robô impressionou o público ao realizar uma demonstração de caminhada com uma postura tão natural e fluida que levou muitos a questionar se não estaria um humano no seu interior — dúvida que a Xpeng dissipou ao abrir o equipamento em palco.
O Iron não é apenas uma carcaça com movimentos realistas. O seu "cérebro" é alimentado por três chips Turing AI desenvolvidos internamente, capazes de processar uns impressionantes 2250 TOPS (triliões de operações por segundo). Esta potência de cálculo sustenta o modelo de Inteligência Artificial VLA (Vision-Language-Action) de segunda geração da marca, permitindo ao robô realizar tarefas complexas, manter conversas e interagir com o ambiente.
Para garantir que o Iron tem energia para trabalhar, a Xpeng equipou-o com baterias de estado sólido (all-solid-state). Esta escolha tecnológica é vital, pois permite um design mais leve, uma maior densidade energética e uma segurança reforçada, fatores essenciais para uma máquina que irá operar próximo de pessoas.
Com o protótipo ET1 concluído, a Xpeng entra agora na reta final para transformar a ficção científica numa realidade comercial tangível ainda no decorrer deste ano.










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