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componentes digitais na China

No seu discurso anual de Ano Novo, proferido a partir de Pequim, o líder chinês Xi Jinping não poupou elogios ao desempenho tecnológico do seu país durante 2025. O presidente destacou que a China integrou profundamente a ciência e a tecnologia nas suas indústrias, transformando a nação numa das economias com as capacidades de inovação de crescimento mais rápido.

Para Xi Jinping, o ano passado ficou marcado por uma intensa competição no desenvolvimento de modelos de IA e, crucialmente, por avanços significativos na investigação e produção de chips locais, impulsionando o país numa "corrida até ao topo".

Uma corrida renhida contra os EUA

O ano de 2025 foi caracterizado por uma disputa tecnológica feroz entre a China e os Estados Unidos, especialmente no campo da Inteligência Artificial. O ano arrancou logo em janeiro com o lançamento do modelo R1 pela startup chinesa Deepseek AI, que se posicionou como um rival direto do modelo o1 da OpenAI.

O impacto deste lançamento fez-se sentir nos mercados financeiros, levando a uma queda acentuada nas ações tecnológicas norte-americanas. A Nvidia, um dos principais intervenientes no hardware para IA, viu as suas ações caírem mais de 17% a 27 de janeiro, apagando milhares de milhões do seu valor de mercado num só dia.

Autossuficiência e avanços na robótica

Paradoxalmente, as proibições de exportação de chips avançados impostas pelos EUA acabaram por dar um impulso aos produtores locais chineses. Empresas como a MetaX Integrated Circuits viram o seu crescimento acelerar, catapultando fundadores como Chen Weiliang para a lista de multimilionários.

Além do software e semicondutores, Xi destacou outros marcos de engenharia, como a missão de recolha de amostras de asteroides Tianwen-2, o mais recente porta-aviões equipado com sistema de catapulta eletromagnética e o início da construção da maior barragem do mundo em território tibetano. O progresso no desenvolvimento de robôs humanoides e drones foi igualmente sublinhado como prova da vitalidade inovadora do país.

O fator Trump e grandes aquisições

Apesar da tensão competitiva, o final de 2025 trouxe ligeiras aberturas comerciais. Em dezembro, o Presidente Donald Trump concedeu uma vitória à Nvidia, permitindo a venda dos seus chips H200 a "clientes aprovados" na China.

O dinamismo do setor chinês atraiu também a atenção de gigantes ocidentais. Recentemente, a Meta anunciou a aquisição da startup de IA Manus, fundada na China, num negócio avaliado em mais de 2 mil milhões de dólares, marcando uma das maiores aquisições de uma empresa asiática de IA por uma tecnológica dos EUA, conforme reportado pela Business Insider.

Investidores internacionais, como Jason Draho da UBS, já aconselham a considerar ações de IA chinesas como forma de equilibrar as carteiras face às tecnológicas norte-americanas, sinalizando que a "corrida ao topo" mencionada por Xi Jinping é levada muito a sério pelos mercados globais.




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