
A estratégia da Intel para a sua nova geração de placas gráficas parece estar a tomar um rumo diferente do que muitos entusiastas esperavam. Embora a expectativa geral estivesse focada no lançamento de um topo de gama para jogos, novos rumores indicam que o aguardado chip BMG-G31, conhecido informalmente como "Big Battlemage", deverá fazer a sua estreia numa solução orientada para o mercado profissional.
As informações mais recentes, partilhadas pelo conhecido leaker Jaykihn, sugerem que a Intel está a preparar o lançamento iminente da Arc Pro B70. Este modelo seria o veículo de introdução das especificações mais robustas da arquitetura Xe2, deixando, para já, o segmento de consumo doméstico em segundo plano no que toca ao silício de topo.
Potência e memória para desafiar a concorrência
De acordo com os dados divulgados, a Arc Pro B70 não será apenas uma atualização ligeira, mas sim uma aposta forte para competir com as soluções profissionais da AMD e da NVIDIA. O destaque vai para a inclusão de 32 GB de memória, uma característica essencial para lidar com renderização gráfica complexa e, inevitavelmente, com os exigentes modelos de Inteligência Artificial que dominam a indústria atual. Esta capacidade de memória sugere ainda a utilização de uma interface de 256-bit, necessária para garantir a largura de banda adequada.
Ao nível do processamento, o chip BMG-G31 deverá contar com 32 Xe-Cores. Isto representa um salto significativo de desempenho, com um aumento de 60% no número de núcleos face aos 20 Xe-Cores presentes no chip BMG-G21, que equipa as gamas mais baixas como as Arc B580. Com um total de 4.096 núcleos, esta placa promete oferecer o "músculo" que faltava à linha da Intel para se afirmar em tarefas mais pesadas.
O mistério da versão para jogos
Esta revelação vai contra algumas especulações anteriores que colocavam o chip "Big Battlemage" no coração de uma suposta Arc B770, a teórica nova bandeira da marca para os jogadores. Embora seja comum que as arquiteturas de GPU sejam partilhadas entre produtos profissionais e de consumo, o facto de o chip de topo surgir primeiro numa workstation pode desapontar quem esperava uma alternativa imediata para o gaming de alta performance.
A Intel tem mantido o silêncio sobre datas concretas, tanto para a Arc Pro B70 como para qualquer variante de topo para jogos. Resta agora aguardar para ver como este novo hardware se comportará em cenários reais e qual será o seu posicionamento de preço, especialmente num mercado volátil e afetado pela instabilidade no custo das memórias, conforme reportado pelo Wccftech.












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