
Parece que o jogo virou no mercado automóvel europeu. Durante anos, a Tesla foi vista como a força disruptiva inalcançável, deixando as marcas tradicionais a tentar recuperar o atraso. No entanto, os números finais de 2025 mostram uma realidade bem diferente: a "velha guarda" acordou e a Volkswagen assumiu a liderança nas vendas de veículos elétricos na Europa, relegando a empresa de Elon Musk para o segundo lugar.
Não foi apenas uma vitória tangencial; foi uma afirmação de força de um gigante que, apesar de alguns tropeços iniciais com o software, parece ter encontrado finalmente o caminho certo.
A reviravolta nos números
O ano de 2025 ficará marcado como o momento em que a Volkswagen provou que consegue bater a concorrência no seu próprio jogo. A marca alemã vendeu um total de 274.417 veículos elétricos na União Europeia, Reino Unido e países da EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça). Este valor representa um crescimento impressionante de 56% em comparação com o ano anterior.
O sucesso deve-se, em grande parte, à consistência de modelos como o ID.3, o crossover ID.4 e a chegada da berlina e carrinha ID.7, segundo os dados compilados pela DataForce e citados pela Automotive News. Curiosamente, nenhum modelo individual da VW conseguiu subir ao pódio dos mais vendidos, mas o esforço coletivo da gama foi suficiente para garantir a vitória geral.
Em contraste, a Tesla enfrentou um ano difícil no "Velho Continente". A fabricante americana vendeu 238.765 unidades, o que se traduz numa queda de 27% face a 2024. Embora o Model Y tenha segurado o título de carro elétrico mais vendido individualmente (com 151.331 unidades), as suas vendas caíram 28%. O Model 3, que ficou em terceiro lugar na tabela geral, também viu os números descerem quase 24%.
Software corrigido e um futuro com botões
Esta vitória é particularmente doce para a Volkswagen, que passou por um período conturbado no lançamento dos seus primeiros modelos da família ID. Quem não se lembra dos relatos de ecrãs bloqueados, menus lentos e botões táteis que frustravam os condutores? A marca parece ter aprendido a lição, com as versões de software mais recentes a resolverem a grande maioria destas dores de cabeça, tornando os carros não só funcionais, mas recomendáveis.
O futuro da marca alemã parece ainda mais promissor com a preparação de modelos mais acessíveis, como o ID. Polo e o ID. Polo Cross. Estes veículos já vão integrar as lições aprendidas com o ID.4, incluindo o regresso muito solicitado de botões físicos para funções essenciais, como o controlo dos vidros elétricos traseiros.
Mas a Tesla não tem de se preocupar apenas com a Volkswagen. O mercado europeu está cada vez mais competitivo. A BMW tem subido silenciosamente na tabela, garantindo um sólido terceiro lugar entre os fabricantes de elétricos e preparando-se para lançar o novo iX3 e o futuro i3. Também a Skoda fez ondas com o lançamento do acessível Elroq, e a Audi fechou o top cinco com um crescimento de 51% nas vendas.












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