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Intel em queda

A gigante norte-americana dos microprocessadores encerrou o ano com um cenário financeiro misto, marcado por uma ligeira descida nas receitas anuais e um quarto trimestre particularmente difícil. Segundo os dados revelados, a Intel viu as suas receitas anuais recuarem 0,5%, fixando-se nos 52.853 milhões de dólares (cerca de 45.025 milhões de euros).

Apesar da quebra nas receitas, a empresa conseguiu reduzir as suas despesas de produção em 15% face ao ano anterior, totalizando 55.067 milhões de dólares (46.911 milhões de euros). Esta diminuição reflete uma estratégia de contenção de custos transversal, que afetou especialmente as áreas de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e as amortizações.

Um final de ano no vermelho

Os últimos três meses do ano mostraram-se os mais desafiantes para a tecnológica. Só no quarto trimestre, a empresa registou prejuízos de 591 milhões de dólares (503,5 milhões de euros), um valor quatro vezes superior às perdas observadas no mesmo período do ano anterior. O volume de negócios neste trimestre específico também sofreu uma contração de 4,1%, descendo para os 13.674 milhões de dólares (11.649 milhões de euros).

Apesar destes números, a liderança da empresa mantém uma postura confiante. Lip-Bu Tan, o presidente executivo (CEO) da fabricante, sublinhou que a empresa encerrou o ano com "resultados sólidos" e que continua a progredir no seu caminho para a "refundação" da marca.

Previsões para 2026 e ajustes na estratégia

Olhando para o futuro imediato, a multinacional já antecipou o que espera para o primeiro trimestre de 2026. As estimativas apontam para um volume de negócios situado entre os 11.700 e os 12.700 milhões de dólares (entre 9.967 e 10.819 milhões de euros). No entanto, o cenário de prejuízos deverá manter-se, com uma previsão de perdas por ação na ordem dos 0,21 dólares (0,18 euros).

A empresa encontra-se atualmente a atravessar um profundo plano de reestruturação para recuperar a sua competitividade no mercado. Desde que Lip-Bu Tan assumiu o comando a 18 de março, têm sido implementados ajustes significativos, tanto ao nível do tamanho da força de trabalho como no próprio organograma da corporação.

Como parte desta estratégia de eficiência, a meta de despesas operacionais para 2025 foi revista em baixa para cerca de 17.000 milhões de dólares (14.482 milhões de euros), com o objetivo de descer ainda mais em 2026, para os 16.000 milhões de dólares (13.630 milhões de euros). No que toca ao investimento, as despesas de capital bruto (capex) de 2025 ficaram-se pelos 18.000 milhões de dólares (15.334 milhões de euros), um valor inferior aos 20.000 milhões de dólares (17.038 milhões de euros) que tinham sido estimados inicialmente.

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