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OnlyFans

A popular plataforma de subscrição de conteúdos, OnlyFans, encontra-se numa fase avançada de negociações para vender uma participação maioritária do seu negócio. A empresa de investimento Architect Capital perfila-se como a compradora, num acordo que poderá avaliar a rede social em 5,5 mil milhões de dólares (aproximadamente 5,1 mil milhões de euros).

Segundo avançou o TechCrunch, citando uma fonte próxima do processo, as duas partes entraram num período de exclusividade, o que impede o OnlyFans de negociar com outros potenciais interessados durante este intervalo de tempo.

Os números do negócio milionário

Os detalhes financeiros revelados indicam uma estrutura de negócio complexa. Dos 5,5 mil milhões de dólares da avaliação total, 3,5 mil milhões correspondem a capital próprio (equity) e os restantes 2 mil milhões a dívida. Nestes termos, a Architect Capital assumiria o controlo de 60% da empresa.

A potencial parceira neste negócio, a Architect Capital, é uma firma relativamente recente. Lançada em 2021, atua como um credor baseado em ativos, procurando habitualmente parcerias com alguma startup em fase inicial. Ainda não existe um calendário definido para a conclusão da operação, mas a exclusividade das negociações sugere um interesse sério de ambas as partes.

Histórico de tentativas e desafios legais

Esta não é a primeira vez que o OnlyFans explora a venda de uma parte do seu império. Já no ano passado, o proprietário maioritário, Leonid Radvinsky, teria manifestado a intenção de realizar mais-valias com o negócio. A empresa chegou a estar em conversações com o grupo de investimento Forest Road Company, mas essas discussões não chegaram a bom porto.

Fundada em 2016 no Reino Unido por Tim Stokely, a plataforma tem crescido exponencialmente, apesar de afirmar recorrentemente que não é um site de pornografia, mesmo que a maioria dos criadores produza conteúdo para adultos. Ao longo dos anos, a empresa tem enfrentado várias polémicas e até algum processo judicial, com acusações de lucrar com vídeos abusivos, o que tem dificultado por vezes a atração de investidores institucionais tradicionais.

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