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Processador da China

A China tem vindo a realizar um esforço hercúleo para alcançar a soberania tecnológica e reduzir a dependência do hardware ocidental, mas os resultados práticos mostram que o caminho ainda é longo. O novo processador Loongson 3B6000, a grande aposta chinesa com 12 núcleos, foi submetido a testes intensivos e os resultados deixam muito a desejar, especialmente quando colocado lado a lado com a concorrência.

Apesar de ostentar o dobro dos núcleos de processamento, o chip chinês não conseguiu acompanhar o ritmo da AMD, revelando um fosso de desempenho considerável que expõe as limitações da arquitetura atual.

Mais núcleos não significam mais velocidade

Nos benchmarks realizados num ambiente Linux, que costuma ser o terreno ideal para extrair o máximo destas arquiteturas, o Loongson 3B6000 teve uma prestação difícil de defender. Conforme revelado nos testes da Phoronix, o processador chinês foi, em média, três vezes mais lento que o Ryzen 5 9600X. O dado mais chocante para os entusiastas é que o chip da "equipa vermelha" atingiu esta superioridade esmagadora utilizando apenas seis núcleos, contra os doze da aposta oriental.

desempenho do processador

O "calcanhar de Aquiles" identificado nestes testes não está necessariamente na quantidade de transístores, mas sim na velocidade a que estes operam. O grande gargalo do 3B6000 são as suas frequências de relógio (clock speeds), que rondam os 2.5GHz. Num mercado onde as velocidades acima dos 5GHz começam a ser a norma para o alto desempenho, esta limitação física impede que a arquitetura brilhe, resultando num desempenho por núcleo (single-core) muito fraco.

Soberania vs Desempenho Bruto

É importante ressalvar o contexto deste lançamento: o objetivo primário da Loongson não é destronar os chips de gaming topo de gama no mercado global, mas sim garantir componentes funcionais para uso governamental e industrial na China, livres de sanções ou controlos externos. O chip baseia-se na arquitetura proprietária LoongArch (especificamente os núcleos LA664), que, curiosamente, até apresenta um desempenho por ciclo (IPC) comparável à arquitetura Zen 3.

No entanto, a fabricante não está parada. O futuro passa pela nova geração LA864, que a empresa promete vir a resolver estas limitações de frequência. A meta ambiciosa é alcançar níveis de performance equivalentes aos processadores Raptor Lake de 13.ª e 14.ª geração da Intel. Até lá, o 3B6000 serve como uma prova de conceito funcional, mas que dificilmente convencerá qualquer utilizador focado na performance pura.

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