
As restrições de exportação de chips não estão a travar o avanço tecnológico asiático. De acordo com informações avançadas pelo Tom's Hardware, a China desenvolveu o LineShine, um supercomputador gigantesco que aposta exclusivamente em processadores centrais, abdicando das gráficas habituais neste setor. O objetivo passa por contornar os limites impostos aos componentes de inteligência artificial concebidos por empresas ocidentais.
Arquitetura sem gráficas aposta na força bruta
Numa altura em que fabricantes de gráficas como a NVIDIA dominam o mercado global e laboratórios como a OpenAI ou a Anthropic ditam as tendências, o mercado chinês responde com força bruta estrutural. O LineShine conta com 20.480 nodos de cálculo integrados. Cada um destes nodos está equipado com dois processadores LX2, o que perfaz um total de 40.960 unidades de processamento. Como cada processador integra 304 núcleos, o sistema alcança a impressionante marca de 2.451.840 núcleos na arquitetura Armv9.
A criação destes componentes de hardware tem assinatura local. Especialistas apontam que as unidades LX2 foram desenhadas numa parceria direta entre a Huawei e o Centro Nacional de Supercomputação da China. Em termos de rendimento bruto, o supercomputador apresenta 1,54 EXAFLOPs de potência em treino BF16, com picos de 2,16 EXAFLOPs registados durante o treino de um modelo de inteligência artificial focado no planeta Terra, composto por 6.300 milhões de parâmetros.
Desafio ao domínio ocidental com memória unificada
A nível de arquitetura interna, cada chip organiza-se em oito blocos de 38 núcleos, suportados de perto por 28,5 MB de cache L2. Para alimentar esta estrutura colossal sem engarrafamentos na transmissão de dados, o sistema combina 32 GB de memória HBM, capaz de transferências até 4 TB/s, com 256 GB de memória DDR5 externa.
Apesar dos números astronómicos apresentados no papel, as limitações inerentes à dependência exclusiva de processadores centrais mantêm-se visíveis no terreno. O LineShine exibe uma capacidade de cálculo altamente respeitável para contornar sanções, mas ainda não consegue ombrear de forma isolada com sistemas híbridos modernos. Estes novos colossos ocidentais, como o sistema Colossus da xAI, tiram partido do processamento paralelo extremo e altamente eficiente garantido pelas aceleradoras gráficas.












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