
A batalha pelos assistentes de programação baseados em inteligência artificial continua ao rubro, e a Google acaba de dar um passo importante para tornar o seu agente, o Jules, numa ferramenta mais centralizada no fluxo de trabalho dos programadores. A mais recente atualização traz o suporte para servidores MCP (Model Context Protocol), permitindo que a IA comunique diretamente com serviços externos essenciais.
Um hub central para o desenvolvimento
Com esta novidade, o Jules deixa de ser apenas um assistente isolado no código para se tornar um elemento capaz de interagir com outras plataformas. A lista inicial de integrações é focada em ferramentas de produtividade e bases de dados modernas, incluindo o Linear, Stitch, Neon, Tinybird, Context7 e Supabase.
Na prática, isto significa que os utilizadores podem agora conectar estas contas diretamente ao Jules. O processo foi desenhado para ser simples: basta aceder à página de definições do assistente e introduzir a chave de API de cada serviço. A partir desse momento, o agente ganha contexto sobre os projetos geridos no Linear ou sobre as bases de dados alojadas no Supabase, facilitando a geração de código mais assertivo e contextualizado.
Segurança e controlo auditado
A abertura de um assistente de IA a serviços externos levanta sempre questões de privacidade, mas a equipa responsável pelo Jules optou por uma abordagem cautelosa nesta fase inicial. O suporte está, para já, limitado a este grupo restrito de fornecedores "verificados" (vetted providers).
O objetivo desta limitação é garantir que as permissões e o fluxo de informação são devidamente auditados antes de se abrir a porta a um ecossistema mais vasto. Esta estratégia procura equilibrar a utilidade das integrações com a necessidade crítica de proteger a propriedade intelectual e as credenciais dos programadores, conforme detalhado no registo de alterações oficial.










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