
A gigante das redes sociais parece acreditar que o futuro do entretenimento passa, inevitavelmente, pela inteligência artificial. A Meta está a testar uma versão autónoma do Vibes, a sua ferramenta de criação de vídeos curtos gerados por IA, retirando-a do ecossistema principal para lhe dar uma "casa" própria nos telemóveis dos utilizadores.
Esta estratégia representa uma mudança significativa na forma como a empresa de Mark Zuckerberg encara o conteúdo sintético. Lançado originalmente em setembro de 2025 como uma funcionalidade integrada na experiência da Meta AI, o Vibes permite aos utilizadores criar ou remisturar clipes verticais utilizando apenas comandos de texto, gerando um feed que é inteiramente povoado por criações artificiais.
O salto para uma aplicação própria
A decisão de separar o Vibes numa aplicação independente sugere que a funcionalidade ganhou tração suficiente para justificar um ambiente dedicado. Ao isolar a experiência, a empresa consegue criar uma interface mais limpa e focada exclusivamente na criação e descoberta de vídeo, sem as distrações de um assistente generalista.

Segundo avança o TechCrunch, esta autonomia permitirá à equipa de desenvolvimento experimentar novas funcionalidades de edição, algoritmos de recomendação específicos para vídeo sintético e, eventualmente, novos modelos de monetização. A empresa afirma que os utilizadores têm aderido ao formato, partilhando estes clipes gerados por IA com amigos a um ritmo crescente, embora não tenham sido revelados números concretos de utilização.
Concorrência e o futuro do vídeo sintético
Este movimento coloca a nova app em rota de colisão direta com outras plataformas emergentes, nomeadamente a Sora da OpenAI, que também combina feeds sociais com ferramentas de criação de vídeo por inteligência artificial. A aposta num feed onde nenhum humano se filmou a si próprio é arriscada, mas reflete a convicção da indústria de que a IA generativa será o próximo grande motor de conteúdo nas redes sociais.
Atualmente, a aplicação Vibes está a ser testada em mercados selecionados, mantendo-se o lançamento global ainda sem data marcada. Resta saber se os utilizadores estão prontos para substituir os vídeos reais do dia a dia por um fluxo contínuo de entretenimento criado por algoritmos.










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