
O Hyundai Kona Electric vai fazer uma pequena pausa no mercado dos Estados Unidos. O modelo elétrico mais pequeno e acessível da marca naquele território vai "saltar" o ano de modelo 2026, com a produção das especificações norte-americanas já suspensa na fábrica da construtora na Coreia do Sul.
Embora a Hyundai não o tenha declarado abertamente em comunicado de imprensa, a razão para este hiato no Kona EV parece prender-se com a falta de volume de vendas significativo e o consequente excesso de inventário. Um porta-voz da marca confirmou que existe atualmente um "stock adequado do Kona Electric de 2025 para gerir a procura dos consumidores neste momento".
Stock acumulado dita a paragem temporária
A lógica por trás desta decisão é puramente pragmática: não faz sentido continuar a produzir novos automóveis se as unidades já existentes nos concessionários não estão a ser escoadas ao ritmo desejado. Segundo dados da Cox Automotive, no ano passado a Hyundai vendeu cerca de 3.011 unidades do Kona EV nos Estados Unidos, o que representa uma queda acentuada de 41% em comparação com 2024.
Apesar destes números desencorajadores, o modelo não foi cancelado definitivamente. A produção do Kona Electric vai regressar após este curto intervalo, com a montagem agendada para recomeçar em junho, já sob a designação de ano de modelo 2027.
O modelo de 2025 continua disponível em várias versões, com duas opções de bateria. O pacote de autonomia standard possui uma capacidade de 48,6 kWh, permitindo uma autonomia estimada de cerca de 320 km (200 milhas). Já a opção de longa autonomia oferece 64,8 kWh de energia e aproximadamente 420 km (261 milhas) de alcance.
Um cenário que afeta outros gigantes
Esta movimentação da Hyundai não é um caso isolado, mas sim um reflexo de um quarto trimestre difícil para o setor, que levou vários fabricantes a repensar a sua oferta de elétricos. A gigante Volkswagen, por exemplo, também colocou o ID. Buzz em pausa para o ano de modelo 2026.
Numa medida ainda mais drástica, marcas como a Ford e a Ram optaram por cancelar totalmente os seus projetos de pickups elétricas, sinalizando um momento de reajuste nas estratégias de eletrificação das grandes construtoras automóveis face à realidade da procura atual, tal como confirmado pela marca à Car and Driver.












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