
Nos últimos anos, o mercado de smartphones habituou os consumidores a um "luxo" acessível: a presença de painéis OLED mesmo nos dispositivos de gama média e entrada. Contudo, uma nova fuga de informação sugere que esta era dourada pode estar prestes a sofrer um revés, com grandes fabricantes a considerarem o regresso à tecnologia LCD devido ao aumento dos custos de produção.
Esta mudança de paradigma começou a ganhar força com os rumores sobre a nova série iQOO Z11, mas as implicações podem estender-se a gigantes como a Xiaomi e à sua subsidiária Redmi.
O "monstro" da iQOO que dita a tendência
A informação provém do conhecido "leaker" Digital Chat Station, que revelou especificações surpreendentes para a futura série iQOO Z11. O dispositivo, identificado com o modelo V2551A, parece ter sido desenhado para dominar o mercado de desempenho de entrada, mas com uma abordagem diferente do habitual.
O destaque vai para uma bateria colossal, estimada em 9000 mAh, acompanhada por um carregamento rápido de 90 W. Estas características colocariam o terminal numa posição de destaque no que toca à autonomia, superando largamente a concorrência direta.
No entanto, o ponto de discórdia reside no ecrã. Segundo as informações, existirão duas versões: uma com um ecrã LTPS "convencional" de 1.5K e outra, provavelmente o modelo Z11x, equipada com um painel LCD de 6,76 polegadas com resolução FHD+ e alta taxa de atualização. O processador apontado é o Snapdragon 7s Gen 4, solidificando o estatuto de gama média competente.
A difícil decisão da Xiaomi e o custo da memória
O regresso aos ecrãs LCD em 2026 não é uma escolha estética, mas sim uma necessidade económica impulsionada pela cadeia de fornecimento. O setor enfrenta uma nova crise de componentes, onde os preços dos módulos de armazenamento e memória RAM dispararam.
Para manter os telemóveis na faixa de preço competitiva (cerca de 1000 Yuans na China) sem sacrificar o desempenho do processador ou a capacidade de memória, as marcas veem-se obrigadas a cortar custos noutras áreas. A troca de painéis OLED dispendiosos por alternativas LCD mais económicas surge como a solução lógica para equilibrar as contas.
Esta realidade coloca a Redmi numa posição delicada. Há dois anos, a mesma fonte afirmou que a marca deixaria de produzir telemóveis de alto desempenho com ecrãs LCD, sinalizando um futuro totalmente OLED para a série Note. Contudo, o mercado mudou. Para evitar aumentos de preço que afastariam os consumidores do segmento económico, é muito provável que a marca reintroduza painéis LCD nos seus próximos modelos de desempenho, possivelmente em variantes "SE" ou "R" das séries Redmi Note 15 ou 16, segundo relata a XiaomiTime.










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