
O Google Tradutor tem sido, durante anos, a ferramenta de eleição para quem precisa de converter rapidamente uma frase de um idioma para outro. No entanto, a gigante tecnológica decidiu que apenas traduzir já não é suficiente. Numa atualização recente, a aplicação recebeu um novo modo "Avançado", que transforma a ferramenta num verdadeiro chatbot alimentado pelo Gemini.
A intenção parece ser a de oferecer um contexto mais rico, capaz de entender gírias e nuances linguísticas que a tradução literal muitas vezes perde. Contudo, esta inteligência adicional está a trazer comportamentos inesperados que estão a deixar alguns utilizadores frustrados.
Quando a tradução vira conversa
A premissa básica de um tradutor é simples: inseres texto numa língua, recebes o texto noutra. Mas com a nova atualização, isso nem sempre acontece. Segundo relata o Android Central, vários utilizadores notaram que, ao inserir uma pergunta para tradução, o Google Tradutor opta por responder à pergunta em vez de a traduzir.
Por exemplo, se escreveres algo como "Como estás?" com a intenção de saber como se diz noutro idioma, a IA pode simplesmente responder "Estou bem, e tu?", assumindo o papel de um assistente de conversação. Para quem procura rapidez, isto cria um obstáculo desnecessário. O utilizador vê-se obrigado a dar instruções adicionais à IA, especificando que quer "apenas traduzir" a frase, algo que contraria a natureza prática e imediata que sempre definiu o serviço.
A solução e a guerra da IA
Felizmente, para quem não tem paciência para dialogar com o tradutor, existe uma solução simples. A Google manteve a opção de alternar para o modo "Clássico", que desativa as funcionalidades de chatbot e restaura o comportamento tradicional da aplicação.
Esta mudança de estratégia da Google não acontece por acaso. Surge num momento em que a concorrência no setor da inteligência artificial está mais feroz do que nunca. Em meados de janeiro, o ChatGPT lançou o seu próprio serviço de tradução focado em desafiar o domínio da Google, obrigando a empresa a integrar as suas tecnologias mais avançadas em produtos que, até agora, eram puramente utilitários. Resta saber se os utilizadores preferem um tradutor inteligente que conversa, ou um que simplesmente cumpre a sua função original.










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