
A Boston Dynamics, a empresa de robótica mundialmente famosa pelos seus vídeos virais de máquinas a dançar e a realizar acrobacias, está prestes a entrar numa nova fase. Robert Playter, que dedicou três décadas da sua carreira à organização e ocupava o cargo de diretor executivo, anunciou a sua saída.
Esta mudança marca o fim de um ciclo significativo para a empresa sediada em Massachusetts, conhecida por desafiar os limites do que os robôs conseguem fazer. Playter não era apenas um gestor; a sua trajetória confunde-se com a própria evolução da tecnologia que a marca desenvolve.
Uma transição no topo da hierarquia
A notícia foi dada aos colaboradores através de um memorando interno divulgado na passada terça-feira. Playter, que assumiu a liderança máxima em 2020 ao substituir o fundador Marc Raibert, deixa agora a cadeira de CEO vaga. Para garantir a continuidade das operações enquanto a empresa procura um novo líder, Amanda McMaster, a atual diretora financeira (CFO), assumirá o controlo interino das operações.
Durante o seu mandato como CEO, Playter foi fundamental na comercialização do Spot, o icónico robô quadrúpede amarelo que se tornou o rosto da empresa em diversos setores industriais. Antes de chegar ao topo, desempenhou funções cruciais como vice-presidente de engenharia e diretor de operações, consolidando a sua influência no desenvolvimento tecnológico da marca.
De projeto universitário a gigante global
A saída de Playter é mais um capítulo na história movimentada da Boston Dynamics. Fundada em 1992 como uma "spin-off" do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a empresa passou pelas mãos de alguns dos maiores nomes da tecnologia mundial. Em 2013, foi adquirida pela Google (Alphabet), antes de ser vendida ao conglomerado japonês SoftBank em 2017.
Atualmente, a empresa é propriedade da Hyundai, que a adquiriu em 2021, num movimento focado em integrar a robótica avançada na indústria automóvel e na mobilidade do futuro. Recentemente, a empresa voltou a agitar o mercado com o anúncio de uma nova versão do Atlas, o seu robô humanoide totalmente elétrico, sinalizando que a inovação continua a ser a prioridade, independentemente das mudanças na liderança, conforme detalhado pela Automate.










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