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Asteróide

Um asteroide com dimensões comparáveis a um edifício de quinze andares está a ser monitorizado de perto por agências espaciais devido a uma possível rota de colisão com a Lua. O objeto, designado como 2024 YR4, possui entre 50 a 70 metros de diâmetro e tem uma aproximação significativa ao satélite natural da Terra agendada para o dia 22 de dezembro de 2032.

Probabilidade de impacto e monitorização espacial

Dados recolhidos recentemente pelo Telescópio Espacial James Webb revelam que a probabilidade de a rocha espacial atingir a superfície lunar subiu de 3,8% para 4,3%. Embora o risco seja considerado baixo, os cientistas admitem que não é desprezível. Em contrapartida, a possibilidade de este asteroide atingir o nosso planeta durante este evento é praticamente nula.

Espera-se que novas observações detalhadas sejam realizadas em 2028, altura em que a órbita do corpo celeste em redor do Sol o trará novamente para as proximidades da Terra, permitindo um ajuste mais preciso das previsões.

Clarão visível e chuvas de meteoros na Terra

Caso a colisão venha a verificar-se, o impacto libertará uma quantidade massiva de energia, resultando na formação de uma nova cratera lunar. Para quem observa a partir da Terra, o efeito mais espetacular seria um clarão intenso no céu, que poderá brilhar tanto quanto o planeta Vénus. De acordo com as simulações, este fenómeno poderá ser visível a olho nu por pelo menos 10 segundos, embora a sua deteção dure mais tempo em telescópios.

Uma equipa de investigação da Universidade Tsinghua, na China, liderada por Yixuan Wu, estima que o impacto possa projetar até 100 milhões de quilos de rochas lunares para o espaço. Estes fragmentos poderiam entrar na nossa atmosfera e gerar "supertempestades de meteoros", chuvas intensas que seriam visíveis entre dois a cem dias após o embate.

Este evento, a confirmar-se, representará um marco histórico para a ciência planetária, oferecendo uma oportunidade única para estudar o comportamento de asteroides e os efeitos de impactos em tempo real no sistema Terra-Lua. Conforme explicou o investigador em entrevista ao Live Science, as zonas com melhor visibilidade para o clarão inicial incluem a Oceania, o leste da Ásia e parte da América do Norte.

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