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Robot da LG

As fabricantes sul-coreanas de ecrãs estão a movimentar-se de forma rápida para entrar no segmento dos robôs humanoides, perspetivando esta área como uma enorme fonte de procura no futuro. Com a previsão de que este mercado atinja os 55 biliões de won (cerca de 38 mil milhões de dólares) até 2035, o objetivo central passa por garantir o domínio tecnológico de forma antecipada. A taxa de adoção de ecrãs em humanoides de serviço, guias e de uso doméstico poderá alcançar os 80%.

A Samsung Display e a LG Display já definiram este campo como um pilar de procura futura e estão a alargar os seus contactos com potenciais clientes. As empresas encontram-se a explorar parcerias de negócio não apenas com fabricantes de veículos que entraram na robótica, mas também com fabricantes de pequena e média dimensão. O movimento surge com o intuito de alcançar resultados concretos após a revelação de tecnologias dedicadas durante a CES 2026, feira realizada em janeiro, em Las Vegas.

A era da IA física e a nova função dos ecrãs

O foco destas gigantes tecnológicas surge num contexto de forte dinamização do mercado de inteligência artificial física. A IA, que até agora operava predominantemente em espaços digitais através de chatbots, está a ser integrada em robôs e dispositivos físicos, permitindo-lhes reconhecer o espaço, tomar decisões próprias e interagir com o mundo real.

Como os casos de uso para estes robôs continuam a aumentar, a interação emocional com os utilizadores será cada vez mais frequente. Neste cenário, os ecrãs assumem-se como o principal meio de interface entre humanos e máquinas. Uma vez que a comunicação baseada apenas na voz apresenta limitações, a capacidade de apresentar informações visuais de forma interativa torna-se vital.

Segundo Jeong Gu-min, professor do Departamento de Engenharia Eletrónica da Universidade Kookmin, o advento da IA física obriga os ecrãs a evoluírem para lá da simples saída visual, assumindo o papel de uma verdadeira interface física. O professor sublinha que estes componentes, sejam aplicados em painéis faciais ou em novos formatos espaciais e transparentes, serão mediadores fundamentais para transmitir as intenções da inteligência artificial, consolidando-se como infraestruturas essenciais para a comunicação e comercialização.

A tecnologia exibida na CES 2026

Para dar resposta a esta evolução, a Samsung Display e a LG Display aproveitaram a CES 2026 para mostrar ao mercado que a tecnologia OLED é a melhor opção para materializar as intenções das fabricantes de humanoides. A flexibilidade para assumir formas curvas, esféricas ou circulares, aliada à elevada qualidade de imagem, confere claras vantagens face aos tradicionais LCD.

No seu espaço na feira, a Samsung Display apresentou um pequeno robô conceptual apelidado de AI OLED Bot, equipado com um painel circular de 13,4 polegadas no rosto, caracterizado por elevado brilho e tecnologia de baixo reflexo. A demonstração focou-se em ambientes onde os comandos de voz são impraticáveis, como salas de aula, mostrando a utilidade de apresentar as indicações visuais diretamente no dispositivo.

De acordo com perspetivas da indústria, a empresa poderá vir a fornecer painéis de 8 polegadas para os humanoides da Tesla a partir de 2027, um cenário impulsionado pela colaboração existente no desenvolvimento de chips de condução autónoma. Lee Cheong, presidente da Samsung Display, comentou durante o evento que qualquer dispositivo é inconveniente sem um ecrã e que os robôs não são exceção, confirmando o avanço profundo nas negociações deste segmento, ainda que sem revelar detalhes concretos.

A LG Display, por sua vez, revelou soluções adaptáveis a rostos de humanoides, utilizando plástico OLED de 7 polegadas. Este material, por ser mais leve, resistente a impactos e dobrável face ao vidro, permite simular de forma mais natural as curvas do rosto humano. Jeong Chul-dong, presidente da fabricante, salientou que as exigências destes ecrãs são muito semelhantes às aplicadas no setor automóvel, reforçando que a empresa já detém a tecnologia necessária para responder proativamente a esta nova procura. O facto de a LG Electronics ter agendado a verificação em campo do humanoide doméstico LG Clloid a partir do próximo ano reforça as sinergias dentro do grupo.

Um mercado com projeções astronómicas

Han Chang-uk, vice-presidente da UBI Research, clarifica que enquanto os robôs industriais priorizam pequenos indicadores LED por questões de eficiência e segurança, os modelos de serviço, guias e de uso doméstico estão a integrar ecrãs a uma taxa crescente de 60 a 80%. Mais do que meros componentes, estes elementos estão a tornar-se a identidade visual do próprio robô.

As projeções económicas acompanham este entusiasmo tecnológico. O banco de investimento Goldman Sachs antevê que o mercado global de robôs humanoides possa atingir os 38 mil milhões de dólares até 2035, apontando para 1,4 milhões de unidades expedidas. As estimativas da Morgan Stanley vão ainda mais longe para 2050, projetando mil milhões de unidades globais num mercado que ultrapassará os 5 biliões de dólares (cerca de 7.235 biliões de won), conforme detalhado na publicação do Chosun Biz.




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