
O sistema automatizado de avisos do observatório Vera C. Rubin já se encontra online e começou de imediato a fornecer aos astrónomos uma quantidade massiva de novos elementos para observar no céu noturno. A ferramenta ficou disponível ao público na terça-feira, dia 24 de fevereiro, e logo na sua primeira noite gerou cerca de 800 mil alertas sobre asteroides, supernovas e buracos negros em atividade. A expectativa é que este número venha a escalar para vários milhões de notificações por noite.
O motor das descobertas celestes
O observatório já tinha revelado as primeiras imagens captadas com a sua gigantesca câmara Legacy Survey of Space and Time (LSST), que tem as dimensões de um automóvel, em junho do ano passado. No entanto, os investigadores e entusiastas da astronomia aguardavam com grande expectativa o lançamento desta nova ferramenta analítica.
Todas as noites, a câmara regista cerca de 1000 imagens e compara-as com uma imagem de referência captada quando o telescópio entrou em funcionamento pela primeira vez. As diferenças detetadas são assinaladas de forma automática, e um algoritmo consegue distinguir entre potenciais supernovas e asteroides em aproximação. Todo este processo de envio de informações para as partes interessadas decorre numa questão de minutos, o que permite aos cientistas desviar rapidamente a sua atenção para eventos celestes de curta duração.
Filtros para evitar a sobrecarga de dados
Felizmente para as equipas de investigação, a receção da informação não funciona num modelo de tudo ou nada. As notificações podem ser filtradas por tipo de evento, brilho ou até mesmo pelo número de ocorrências num determinado período de tempo.
Esta organização será fundamental para evitar que os investigadores fiquem sobrecarregados com o volume de dados, à medida que o ritmo de novas descobertas for aumentando progressivamente, conforme detalhado na página oficial do Observatório Rubin.












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