
Durante a MWC 2026, a MediaTek e a Starlink anunciaram uma nova parceria focada na integração de conetividade 5G com comunicações por satélite. O objetivo principal desta união é assegurar que, durante situações de desastre natural, as populações consigam manter a capacidade de enviar mensagens e aceder a alertas de segurança.
O fim das falhas de rede em desastres naturais
Quando as infraestruturas terrestres colapsam ou perdem o sinal das operadoras devido a catástrofes, a comunicação por satélite deixa de ser um extra e torna-se vital. Para dar resposta a este problema, a iniciativa pretende substituir a dependência das tradicionais torres de telecomunicações por satélites de órbita baixa, permitindo o envio de mensagens críticas em tempo real.
A grande estrela deste projeto é o modem MediaTek M90, que foi apresentado como o primeiro chip a nível mundial a combinar as redes 5G modernas com a conetividade satélite na banda S. Os equipamentos que integrem este componente poderão tirar partido do serviço Direct to Cell, suportando protocolos de emergência globais como o CMAS, WEA e ETWS, essenciais para avisos de tsunamis, sismos e outras ameaças iminentes.
Michael Nicolls, vice-presidente sénior de engenharia na SpaceX, explicou que a meta é entregar uma experiência tão estável como a terrestre. Segundo o executivo, em condições ideais, o utilizador deverá sentir que está ligado a uma rede 5G de alto desempenho.
A utilidade desta tecnologia já é visível em países como o Japão, o Canadá e os Estados Unidos, zonas recorrentemente fustigadas por fenómenos climáticos extremos. Os dados revelam que mais de 4,5 milhões de pessoas já receberam comunicações de emergência através desta rede móvel espacial. A fabricante de processadores já tinha explorado este segmento com o modem MT6825, integrado em modelos como o Motorola Defy 2 e o Cat S75, mas agora a indústria caminha de forma mais direcionada para a segurança pessoal, seguindo a tendência impulsionada pela Apple nas gerações mais recentes do iPhone.
Satélites V2 e a expansão para a Europa
O evento também serviu de palco para revelar detalhes sobre a próxima geração de satélites da empresa espacial, apelidada de V2. Esta nova frota promete atingir velocidades até 150 Mbps em condições favoráveis, um valor que rivaliza com as ligações de banda larga convencionais. Adicionalmente, oferece uma densidade de dados 100 vezes superior à geração atual e melhora substancialmente a cobertura em regiões polares, locais historicamente problemáticos para as redes tradicionais.
A estratégia de expansão engloba ainda o estabelecimento de novas parcerias para cobrir o mercado europeu. De acordo com as informações detalhadas pelo Gizchina, foi firmado um acordo estratégico com a operadora alemã Deutsche Telekom, com o objetivo de reduzir as lacunas de cobertura na Europa a partir de 2028.












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