
A marca asiática anunciou hoje na China o início dos testes beta fechados do Xiaomi miclaw, marcando um novo avanço na tecnologia de agentes de inteligência artificial. Desenvolvida com base no modelo de linguagem Xiaomi MiMo, esta ferramenta permite aos utilizadores controlar os seus Xiaomi e os equipamentos de casa inteligente utilizando apenas frases simples.
O novo assistente não se fica pelos comandos básicos. Consegue compreender intenções complexas, memorizar os hábitos diários e até analisar faturas de subscrições para sugerir formas de poupar cerca de 50 euros anualmente.
A mecânica por trás do novo agente autónomo
Ao contrário dos assistentes de voz tradicionais, o Xiaomi miclaw atua como uma aplicação central do sistema que pode interagir de forma autónoma com mais de 50 ferramentas e serviços diferentes para completar tarefas de forma eficiente. Quando recebe uma instrução vaga, o sistema interpreta a necessidade, seleciona a aplicação certa e executa fluxos de trabalho sem necessidade de intervenção manual.
Um dos maiores destaques é o seu sistema de gestão de memória estruturado em três níveis. A tecnologia retém decisões cruciais e comprime o histórico das interações, o que permite manter o contexto original ao longo de 20 passos consecutivos. Ao analisar informação autorizada, como o calendário ou mensagens, o agente pode tomar decisões lógicas, como silenciar o telemóvel durante uma reunião ou pausar o aspirador robô. Toda esta rede comunica através dos protocolos Xiaomi HyperConnect e integra o sistema Mi Home, conseguindo traduzir códigos de máquinas para linguagem natural e gerir luzes, ar condicionado ou sistemas de segurança.
Equipamentos compatíveis e rigor na privacidade
Nesta fase inicial, os testes estão limitados a alguns modelos de topo. A lista restringe-se ao Xiaomi 17 Ultra, à sua edição especial Leica, à versão Pro Max, ao modelo Pro e também ao modelo base da mesma série.
Para os criadores de software, a marca disponibilizou a integração com o Model Context Protocol e um Open SDK dedicado. Isto permite que as aplicações de terceiros declarem ativamente as suas funções, ajudando o assistente a descobrir e a utilizar novas capacidades de forma dinâmica.
No campo da privacidade, a fabricante sublinha que os dados pessoais resultantes destas interações não serão utilizados para treinar os seus modelos. A grande maioria do processamento ocorre localmente no dispositivo para garantir que a informação sensível se mantém segura, conforme a nota publicada no fórum oficial da comunidade.












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