
Enquanto continua a expandir o seu portefólio de televisores, a Samsung também se encontra a travar uma intensa luta nos tribunais contra algumas empresas rivais. A marca sul-coreana acusou a concorrência, nomeadamente a TCL, de classificar incorretamente os seus produtos e de exagerar nas suas capacidades. Esta semana, a fabricante conseguiu a sua primeira grande vitória nesta matéria.
A acusação centrou-se no facto de a TCL ter utilizado indevidamente a designação QLED para promover falsamente vários dos seus modelos de televisão. O argumento principal sustentava que esses equipamentos não dispunham da tecnologia necessária para serem considerados verdadeiros ecrãs desta categoria. O Tribunal Regional de Munique concordou com esta definição e tomou medidas concretas contra a TCL na Alemanha.
O fim da publicidade enganosa na Alemanha
Em parceria com a sociedade de advogados multinacional Pinsent Masons, a empresa sul-coreana conseguiu provar que as supostas televisões da concorrente carecem da tecnologia essencial para receberem essa classificação. Durante o processo, a fabricante rival não conseguiu refutar as acusações apresentadas.
Após analisar o caso, o tribunal alemão deu razão à acusação, ditando que existiu de facto uma prática de publicidade enganosa. Como consequência direta desta decisão, a empresa visada está agora proibida de apelidar estes equipamentos com essa tecnologia e foi obrigada a corrigir as suas declarações falsas. A medida afeta seis modelos específicos, estando entre eles as versões QLED870, CM8B, C805, C655 e C69B.
Uma vitória com impacto à escala global
Embora a decisão na Alemanha seja um marco importante, este é apenas mais um episódio na guerra contra as classificações falsas no mercado dos televisores. Disputas legais semelhantes continuam a decorrer na Coreia do Sul e nos Estados Unidos da América. Contudo, esta decisão representa o primeiro triunfo internacional sobre o tema.
Com este desfecho nos tribunais alemães, a invulgar campanha de marketing lançada no ano passado, que apelava aos consumidores com o lema de que era falso e deviam escolher o real, fazendo troça das marcas copiadoras, acaba por fazer agora todo o sentido, segundo a informação detalhada pela Pinsent Masons.












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