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Proton Mail com flash

O Proton Mail é amplamente reconhecido como uma das plataformas de correio eletrónico de eleição para quem procura segurança e privacidade nas suas comunicações. No entanto, até os serviços mais focados na proteção de dados têm limites de atuação perante mandados legais. De acordo com as informações avançadas pela 404 Media, o FBI conseguiu chegar à identidade de um dos líderes de um movimento de protestos em Atlanta, nos Estados Unidos, graças a informações financeiras cedidas pelas autoridades suíças com origem na empresa de email.

O grupo visado na investigação, conhecido como Defend the Atlanta Forest ou Stop Cop City, tem organizado manifestações contra a construção de um centro de treino para as forças de segurança. No decorrer de inquéritos sobre alegados atos de vandalismo, fogo posto e revelação indevida de dados pessoais associados ao movimento, as autoridades federais norte-americanas concentraram esforços em descobrir quem geria o endereço de email principal divulgado na página oficial do grupo no Facebook.

A lei suíça e o processo de partilha de dados

O caminho para chegar a estes detalhes foi altamente burocrático, uma vez que a tecnológica responsável pelo serviço está sediada na Suíça e opera estritamente ao abrigo da legislação desse país. Para conseguirem acesso à informação pretendida, os investigadores norte-americanos tiveram de utilizar um Tratado de Assistência Jurídica Mútua (MLAT). Através deste mecanismo oficial, o pedido foi submetido ao departamento de justiça suíço, que analisou o caso, exigiu a informação à plataforma e, posteriormente, a reencaminhou para os Estados Unidos.

Edward Shone, responsável de comunicações da empresa, fez questão de clarificar o procedimento, sublinhando que a plataforma nunca partilhou informações diretamente com as autoridades norte-americanas. O executivo garantiu que o serviço apenas cede os dados limitados que detém quando é alvo de uma ordem legal vinculativa por parte das autoridades suíças, e somente após a conclusão de todas as verificações exigidas pela lei local.

O perigo dos cartões de crédito no anonimato online

O detalhe fundamental que permitiu expor a identidade do ativista não esteve relacionado com o conteúdo das mensagens, mas com a forma como a conta foi mantida. O utilizador pagou os serviços da plataforma recorrendo a um cartão de crédito, o que permitiu à empresa aceder e fornecer o identificador associado a essa transação. Este dado foi suficiente para as autoridades localizarem o titular do cartão, resultando numa detenção por alegada invasão de propriedade privada, embora não tenham sido registadas acusações formais posteriores.

Este desfecho funciona como um aviso importante para todos os que procuram manter o anonimato na internet. Independentemente da força da encriptação e dos padrões legais de proteção num país, a utilização de sistemas financeiros tradicionais deixa sempre um rasto digital que pode ser seguido. Tal como a própria plataforma refere nas suas condições, a subscrição de planos pagos pode ser feita através de dinheiro físico ou criptomoedas, opções mais robustas para quem pretende garantir que a sua identidade nunca fica associada à conta.

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