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Drone nas alturas

As autoridades reguladoras dos EUA deram um passo decisivo para colocar os táxis aéreos elétricos nos céus já este verão. De acordo com um comunicado oficial partilhado pelo Departamento de Transportes dos EUA, foram aprovados oito programas-piloto que abrangem 26 estados norte-americanos. Este avanço vai permitir que empresas como a Archer e a Joby iniciem finalmente os testes reais com aeronaves de descolagem e aterragem vertical elétrica (eVTOL).

As fabricantes vão poder testar cenários variados, desde serviços de transporte urbano de passageiros até operações de emergência médica, transporte de carga e até voos com tecnologia de pilotagem autónoma. Estes projetos surgem no âmbito do Programa Piloto de Integração de Mobilidade Aérea Avançada (e-IPP), que visa desbloquear a certificação destas aeronaves após vários anos de estagnação regulatória.

Testes reais em ambiente urbano

Os programas aprovados incluem os departamentos de transportes de estados como o Texas, Utah, Pensilvânia, Louisiana e Carolina do Norte, além das autoridades portuárias de Nova Iorque e Nova Jérsia e da cidade de Albuquerque. Um dos planos já conhecidos envolve a utilização destas aeronaves pela Archer para ligar os principais aeroportos de Nova Iorque aos heliportos da cidade, prometendo transformar as viagens curtas e fugir ao trânsito terrestre.

Para além da Archer e da Joby, a FAA (Administração Federal de Aviação) conta com outros parceiros nestes testes, como a Beta, Electra, Elroy Air, Wisk, Ampaire e a Reliable Robotics. Segundo o Secretário dos Transportes, Sean Duffy, testar a implementação destes veículos de forma segura é fundamental para melhorar a forma como o público e os produtos se deslocam.

Desafios na regulação e infraestrutura

Apesar do entusiasmo, nenhuma destas aeronaves recebeu ainda o certificado de tipo para transporte comercial de passageiros. A Archer e a Joby são as que estão mais próximas de concluir o processo, tendo já garantido os critérios finais de aeronavegabilidade por parte da FAA. No entanto, os especialistas admitem que os maiores desafios já não são de capacidade técnica, mas sim de sincronização regulatória e infraestrutura.

Será necessário integrar os voos nos fluxos de aviação existentes, construir vertiportos e garantir as cadeias de abastecimento de energia necessárias para alimentar as frotas elétricas. De acordo com as previsões atuais, a certificação da Joby não deverá acontecer antes de meados de 2027, enquanto a Archer poderá ter de esperar por 2028. Para o CEO da Archer, Adam Goldstein, este programa é o sinal mais claro de que trazer os táxis aéreos para o mercado se tornou uma prioridade real.

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