
A Amazon anunciou um novo serviço de entregas ultrarrápidas nos EUA para fazer frente à concorrência da Walmart, permitindo aos clientes receber as suas encomendas em apenas uma ou três horas. A medida abrange um catálogo de mais de 90.000 produtos e marca uma nova fase na guerra do comércio eletrónico pela inmediatez.
O arranque deste serviço acontece em grandes áreas metropolitanas, como Los Angeles, Chicago e Washington D.C., mas estende-se também a cidades de menor dimensão, incluindo Boise, Des Moines e American Fork. A oferta de produtos disponíveis inclui artigos de primeira necessidade, eletrónica, roupa, brinquedos e produtos de saúde.
A estratégia para acelerar os envios
Para atingir esta velocidade, a gigante do comércio não precisou de criar uma rede de distribuição paralela a partir do zero. A solução passou por reorganizar os centros de entrega rápida já existentes. A empresa implementou postos de trabalho dedicados, etiquetas amarelas para dar prioridade aos pacotes e uma nova sinalização interna para acelerar toda a preparação dos pedidos.
No entanto, esta rapidez tem um custo adicional. Os subscritores do serviço Prime terão de pagar 9,99 dólares (cerca de 9,20 euros) pela entrega numa hora e 4,99 dólares (aproximadamente 4,60 euros) para a opção de três horas. Para os clientes sem a subscrição ativa, os valores sobem para 19,99 dólares (cerca de 18,40 euros) e 14,99 dólares (perto de 13,80 euros), respetivamente. As entregas no próprio dia, que já existiam para encomendas que cumprissem determinados requisitos, mantêm-se ativas como um serviço separado.
A guerra contra a Walmart e o preço da urgência
Este movimento surge como uma resposta direta à Walmart, que tem impulsionado as suas entregas urgentes, garantindo já a cobertura de 95% dos lares norte-americanos em menos de três horas. O principal rival afirma ainda que a sua rede de entregas no próprio dia abrange 93% das residências no país, com algumas estimativas a apontarem para prazos inferiores a 30 minutos.
Os dados financeiros do quarto trimestre mostram que a empresa entregou quase mais 70% de artigos no próprio dia em 2025, em comparação com o ano anterior, alcançando cerca de 100 milhões de clientes. A plataforma também já testava o serviço Now, focado em bens essenciais em 30 minutos ou menos, em comunidades norte-americanas e no Reino Unido.
Com este novo patamar, o objetivo passa por criar uma opção extra de urgência paga, rentabilizando os momentos em que o consumidor precisa de algo de forma imediata. A tática difere da abordagem da Walmart, que utiliza a sua vasta rede de lojas físicas como pontos de preparação e envio. Na vizinha Espanha já existe uma mecânica semelhante para as entregas normais no próprio dia, onde os clientes pagam um suplemento de 1,99 euros caso a encomenda seja inferior a 29 euros, mostrando que a urgência é um modelo de negócio altamente rentável.












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