
A divisão de semicondutores da Samsung parecia ter finalmente os astros alinhados a seu favor. Com uma procura intensa pelos seus produtos de memória e grandes clientes interessados nos seus serviços de fundição, a empresa teria tudo para capitalizar ao máximo estas oportunidades. No entanto, de acordo com o SamMobile, este cenário favorável pode sofrer um revés significativo dentro de cerca de dois meses.
O peso do maior sindicato da tecnológica
O sindicato de trabalhadores da fabricante, que representa uma fatia considerável da força laboral, está a organizar uma votação para decidir se avança com uma greve agendada para maio deste ano. Choi Seung-ho, o líder da estrutura sindical, alertou que uma votação favorável resultará em prováveis interrupções na produção.
Para se ter uma ideia da dimensão, este sindicato conta com 90 mil membros, de um total de 125 mil trabalhadores da empresa. A votação decorre até amanhã e, caso não se chegue a um acordo favorável com a administração, os trabalhadores tencionam iniciar uma paralisação de 18 dias a partir de 21 de maio. O impacto desta decisão seria massivo, podendo afetar metade da produção da gigantesca fábrica de semicondutores localizada em Pyeongtaek, na Coreia do Sul.
A exigência por compensações mais justas
A principal fonte de frustração entre os trabalhadores prende-se com a disparidade salarial face a outras empresas do mesmo setor. A SK Hynix, a principal rival no mercado, já cedeu às exigências do seu próprio sindicato para reformular as compensações financeiras.
O líder sindical sublinha que a estrutura está a tomar esta posição porque sente que, apesar de a indústria estar a passar por uma fase de grande expansão, os lucros não estão a chegar aos trabalhadores. Por seu lado, um porta-voz da empresa garantiu que as discussões com o sindicato vão continuar de forma sincera, num esforço constante para ultrapassar o impasse.












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