
A Chery está a acelerar a fundo na sua estratégia de conquista do mercado europeu. Depois de ter introduzido os modelos híbridos plug‑in da Jaecoo e da Omoda em vários países, incluindo Portugal, a fabricante chinesa anunciou agora a criação de um novo centro de investigação e desenvolvimento em Paris, reforçando a sua estrutura técnica no continente. A informação foi confirmada pela Chery, que pretende estreitar a ligação entre os seus produtos e as exigências dos condutores europeus.
O foco nas exigências do condutor europeu
Este novo polo tecnológico em França não chega sozinho. Ele vem complementar o trabalho que já é realizado no centro de engenharia e design em Raunheim, na Alemanha. Enquanto a unidade alemã se foca em aspetos mais técnicos, como o desenvolvimento de componentes mecânicos, testes e simulações de hardware, a equipa parisiense terá uma missão mais estratégica: perceber exatamente o que é que os consumidores europeus esperam de um automóvel moderno.
A ideia da marca é integrar as exigências regulamentares e as preferências locais logo desde o início do projeto. Ao instalar-se em Paris, a empresa quer aproveitar o ecossistema automóvel francês para garantir que os seus veículos não são apenas produtos importados, mas sim modelos adaptados à realidade das nossas estradas. Jochen Tüting, o diretor-geral da Chery Europe, destacou que esta expansão é vital para alinhar a engenharia da empresa com a dinâmica de cada mercado.
Um gigante que não para de crescer
A fabricante não está apenas a passear pela Europa; os números mostram uma força impressionante no setor. Atualmente, o grupo já opera sete centros de investigação e desenvolvimento espalhados pelo globo, com unidades na China, América Latina e agora três na Europa (Alemanha, Espanha e França). Esta rede global sustenta a posição da empresa como a principal exportadora de veículos da China.
O sucesso comercial também acompanha este investimento tecnológico. Durante o ano de 2025, o grupo registou um volume de vendas de 2,6 milhões de veículos, o que representa uma subida de 8% face ao período anterior. Deste total, cerca de 1,3 milhões de carros foram comercializados fora das fronteiras chinesas, o que prova que a aposta na internacionalização está a dar frutos. Com esta nova base em Paris, a fabricante parece estar cada vez mais perto de se tornar uma presença habitual nas garagens dos europeus.












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