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Cursor logo da plataforma de desenvolvimento via IA

A empresa de programação assistida por inteligência artificial, Cursor, anunciou o lançamento do seu novo modelo Composer 2, prometendo um nível de capacidade de ponta na escrita de código, conforme revelado no blogue oficial da empresa. No entanto, a novidade foi rapidamente ensombrada por uma descoberta inesperada: a base do modelo não é totalmente original, mas sim construída sobre o Kimi 2.5, um projeto desenvolvido pela tecnológica chinesa Moonshot AI.

A descoberta nas redes sociais

A revelação surgiu quando um utilizador conhecido como Fynn na rede social X expôs partes do código que identificavam o Kimi como o motor da ferramenta. O utilizador chegou mesmo a ironizar com a situação, sugerindo que a empresa deveria, pelo menos, ter renomeado a identificação do modelo.

Esta constatação gerou surpresa na comunidade tecnológica, especialmente porque a Cursor é uma startup norte-americana com forte financiamento, avaliada recentemente em mais de 29 mil milhões de dólares, e não fez qualquer menção à Moonshot AI ou ao Kimi no seu anúncio inicial.

Justificações e a tensão geopolítica

Face à polémica, Lee Robinson, vice-presidente de educação para programadores da Cursor, confirmou que o Composer 2 teve origem numa base de código aberto. Contudo, o executivo defendeu que apenas cerca de um quarto do poder de processamento utilizado no modelo final provém dessa base, sendo o restante resultado do treino intensivo realizado pela própria empresa, o que garante um desempenho distinto.

A conta oficial do Kimi também interveio para esclarecer que a utilização do seu modelo faz parte de uma parceria comercial autorizada através da Fireworks AI, elogiando a integração feita pela Cursor. O próprio cofundador da empresa, Aman Sanger, acabou por admitir publicamente que foi uma falha não mencionar o Kimi desde o início e prometeu corrigir a postura em lançamentos futuros.

A omissão ganha contornos mais complexos devido ao atual clima de concorrência tecnológica entre os Estados Unidos e a China. O mercado da IA tem sido frequentemente descrito como uma corrida digital estratégica, onde a utilização silenciosa de tecnologias de empresas de nações rivais pode ser vista com alguma apreensão pelo setor.

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