
A Renault deu início a uma campanha de recolha preventiva que afeta diversas unidades dos seus modelos elétricos Renault 4 e Renault 5. De acordo com o alerta de segurança publicado pela Comissão Europeia, foi detetada uma falha crítica num lote específico de células de bateria produzidas entre 12 de dezembro de 2025 e 28 de janeiro de 2026. O defeito pode causar curto-circuitos internos e representa um risco real de sobreaquecimento ou incêndio para os veículos envolvidos.
O problema técnico reside num desvio de qualidade durante o fabrico das células por parte de um fornecedor externo. Esta anomalia pode levar à delaminação do ânodo, um processo onde o material do elétrodo se desprende e danifica o separador interno da bateria, comprometendo a estabilidade térmica do componente durante o carregamento ou em circulação.
Defeito de fabrico nas células AESC
A Renault equipa estes modelos com células do tipo "pouch" fornecidas pela AESC, integradas em packs de até 52 kWh. Embora a montagem final dos módulos seja realizada pela divisão Ampere da própria marca francesa, a falha teve origem no processo químico do fornecedor. A entrada no sistema de segurança europeu indica que o desprendimento do material do elétrodo pode danificar o coletor de corrente, criando as condições para uma falha catastrófica na bateria de tração.
Impacto limitado e unidades intervencionadas
Apesar da gravidade do aviso, a abrangência desta recolha parece ser bastante limitada a um lote de produção muito restrito. No mercado alemão, por exemplo, fontes ligadas à marca indicaram que apenas quatro viaturas foram identificadas com este defeito, tendo as mesmas sido recolhidas e reparadas antes mesmo da publicação oficial do alerta.
É importante destacar que o novo Nissan Micra, que utiliza a mesma plataforma AmpR Small e os mesmos componentes energéticos, não surge mencionado no documento da autoridade europeia. Isto deve-se ao facto de a sua produção apenas ter arrancado em janeiro de 2026, escapando ao período em que o lote defeituoso foi integrado nas linhas de montagem. A Renault confirmou que a situação foi identificada e resolvida rapidamente junto do fornecedor, não existindo indícios de um problema de design estrutural nos modelos Renault 5 e Renault 4.












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