
A Renault, através da sua especialista em economia circular The Future is Neutral (TFIN), anunciou a expansão da plataforma digital AutoLOOP para incluir a recolha de baterias de tração de veículos elétricos. Este movimento estratégico, realizado em parceria com a Suez, foca-se na recuperação de metais críticos como o lítio, o cobalto e o níquel, essenciais para a produção de novos componentes. Segundo as informações partilhadas pelo Renault Group no seu site oficial, a iniciativa visa consolidar a AutoLOOP como o ponto central para a reciclagem de materiais automóveis na Europa.
A plataforma, que já geria a recuperação de cobre, alumínio e polipropileno de veículos em fim de vida, passa agora a oferecer uma solução competitiva e com rastreabilidade total para as baterias. Antoine Chéreau, responsável de desenvolvimento de negócio da TFIN, sublinha que o objetivo passa pela profissionalização e digitalização deste processo, garantindo que os centros de desmantelamento tenham uma forma simples de lidar com estes componentes complexos.
Conformidade com as novas normas europeias
Esta atualização da AutoLOOP não é apenas uma questão de eficiência logística, mas também de conformidade legal. A partir de agosto de 2025, os novos regulamentos europeus sobre a Responsabilidade Alargada do Produtor (EPR) exigem que os fabricantes automóveis financiem os esforços de recolha, assegurem a rastreabilidade e contribuam ativamente para a reciclagem das baterias de tração.
No processo prático, os centros de receção de veículos tratam de todas as tipologias, desde modelos a combustão até híbridos e elétricos. Após a drenagem de fluidos e a neutralização de componentes pirotécnicos, como os airbags, a bateria de tração é removida. É nesse momento que o centro utiliza a AutoLOOP para solicitar a recolha, garantindo que o material segue para instalações especializadas onde será descarregado e desmantelado de acordo com a legislação em vigor.
O objetivo da economia circular até 2030
A estratégia da Renault para a economia circular ganhou um novo fôlego em 2022 com a criação da TFIN, tendo como meta tornar-se líder europeia neste setor até 2030. A entrada da Suez no capital da empresa, com uma participação de 20% no final de 2024, reforçou a capacidade operacional para lidar com o crescente volume de veículos elétricos que atingem o fim do seu ciclo de vida.
Com a integração na AutoLOOP, o grupo assegura um ciclo fechado de reciclagem. Os metais estratégicos recuperados nestas unidades de tratamento podem ser reintroduzidos na cadeia de produção de baterias novas, reduzindo a dependência de extração mineira e o impacto ambiental da mobilidade elétrica. Esta abordagem digital permite que qualquer centro de desmantelamento na Europa possa participar no ecossistema de recuperação de forma simplificada e económica.












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