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O governo do Reino Unido iniciou uma série de testes práticos com centenas de famílias para avaliar o impacto da restrição das redes sociais na vida dos jovens. Conforme revelado no comunicado oficial do governo britânico, a iniciativa abrange trezentos adolescentes durante seis semanas, focando-se em limites de tempo, bloqueios noturnos e proibições totais para compreender os efeitos no sono, convívio familiar e rendimento escolar. As autoridades revelaram também que a sua consulta pública sobre o bem-estar digital infantil já reuniu mais de trinta mil respostas.

Quatro cenários em análise nas casas britânicas

O projeto divide as famílias em quatro grupos distintos para testar abordagens variadas ao consumo digital. O primeiro conjunto de pais recebe formação para utilizar ferramentas de controlo parental, de forma a remover ou desativar o acesso a plataformas selecionadas e aplicar uma proibição total no ambiente doméstico. O segundo grupo aplica um limite rígido de uma hora diária para as aplicações mais utilizadas pelos adolescentes, como o Instagram, o TikTok e o Snapchat.

A terceira abordagem consiste num recolher obrigatório digital, cortando o acesso às redes entre as 21 horas e as 7 horas da manhã do dia seguinte, o que deixa apenas algumas janelas de utilização antes e depois das aulas. Por fim, um quarto grupo mantém os hábitos normais e sem restrições, servindo como base de controlo para a experiência.

Entrevistas, desafios práticos e a posição da UNICEF

Para avaliar a eficácia destas medidas, os participantes são entrevistados no início e no fim do período de testes. O objetivo é mapear não apenas as alterações na rotina familiar, mas também as dificuldades práticas sentidas pelos pais na configuração dos bloqueios e os métodos que os jovens encontram para contornar as regras. Uma vez concluída a recolha, os dados serão analisados por especialistas académicos e responsáveis governamentais, que terão também em conta o feedback deixado pela população.

Apesar da intenção de proteger os mais novos, a agência das Nações Unidas para a infância, UNICEF, expressou críticas face à aplicação de proibições totais. A organização defende que as crianças têm o direito de interagir nestes espaços de forma segura, o que deveria ser garantido através de uma moderação de conteúdos mais apertada e de melhorias no design das plataformas. A entidade alerta ainda que o corte radical do acesso pode acabar por empurrar os adolescentes para cantos da internet sem qualquer regulação e consideravelmente menos seguros.

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