
A AMD prepara-se para seguir os passos da sua principal rival, a Intel, ao implementar um aumento nos preços dos seus processadores destinados ao mercado de consumo nas próximas semanas. Segundo avançou o TechPowerUp, citando informações da Nikkei Asia, os chips da linha Ryzen podem registar uma subida de até 15% em comparação com os valores praticados no ano passado.
Esta alteração surge num contexto de forte pressão na cadeia de abastecimento e de uma procura crescente por hardware focado em servidores e centros de dados. Como a capacidade de produção está a ser desviada para estes segmentos profissionais, a disponibilidade de componentes para o mercado doméstico e para entusiastas sofreu uma quebra acentuada.
Escassez de stock e prazos de entrega alargados
De acordo com informações do mercado, tanto a AMD como a Intel já terão comunicado aos seus clientes que os reajustes deverão entrar em vigor entre o final de março e o início de abril de 2026. Esta tendência terá um impacto direto nos fabricantes de computadores e integradores de sistemas, que dependem de um fornecimento constante de processadores para manter as suas linhas de montagem.
O desequilíbrio entre a oferta e a procura intensificou-se nos últimos meses, afetando gigantes como a HP e a Dell. Estas empresas enfrentam agora dificuldades para cumprir encomendas, com os prazos de entrega a saltarem de poucas semanas para períodos que podem chegar aos três meses. Este cenário indica que não estamos perante um problema pontual, mas sim perante uma escassez estrutural de chips.
Prioridade aos servidores encarece computadores domésticos
A situação agrava-se pelo facto de os fabricantes estarem a priorizar o segmento de servidores, que oferece margens de lucro superiores. Esta decisão estratégica reduz drasticamente o stock destinado aos PCs convencionais, elevando a pressão sobre os preços finais no retalho.
Para além dos processadores, outros componentes essenciais estão a ficar mais caros, nomeadamente a memória DRAM e o armazenamento SSD. A ASUS, por exemplo, já anunciou aumentos que podem atingir os 30% na sua gama de produtos, justificando a decisão com a combinação explosiva entre custos de produção elevados e a falta de CPUs disponíveis. As previsões apontam para que o segundo trimestre de 2026 seja o período mais crítico, com uma disponibilidade de hardware ainda mais restrita para o consumidor final.












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