
Após 12 anos a liderar o projeto, Martin Wimpress anunciou que vai deixar o cargo de principal responsável pelo Ubuntu MATE. O criador revelou que a falta de tempo e a perda de paixão pelo desenvolvimento motivaram esta difícil decisão, lançando um apelo à comunidade, conforme partilhado no fórum Discourse, para encontrar quem queira assumir as rédeas desta popular distribuição.
Este desfecho já se adivinhava há alguns meses. No início de dezembro, quando a Canonical revelou a lista de versões que iriam receber suporte de longo prazo (LTS) em 2026, tanto o Ubuntu MATE como o Ubuntu Unity não submeteram a candidatura para este ano, segundo os registos da lista de correio técnico. Esta ausência deixou transparecer que Wimpress já planeava a sua saída do projeto.
O legado do GNOME 2 e a evolução do sistema
A distribuição nasceu da insatisfação gerada quando a Canonical transitou para o ambiente Unity, com o objetivo de manter vivas as tecnologias e o fluxo de trabalho do clássico GNOME 2. O projeto ganhou o estatuto de versão oficial em 2015 e lançou a sua primeira edição LTS no ano seguinte. Contudo, o panorama tecnológico mudou bastante na última década. O hardware moderno corre facilmente as versões mais recentes do GNOME, que se tornaram muito mais funcionais, e o ecossistema Linux atual oferece alternativas sólidas, como o Linux Mint MATE, para os utilizadores que preferem esta interface.
O que é preciso para salvar o projeto
O futuro desta variante do Ubuntu encontra-se agora num ponto crítico e corre o risco de terminar caso não surjam novos interessados. Para que o sistema operativo continue ativo, os voluntários precisam de ter tempo, energia e experiência comprovada. A gestão de um projeto desta envergadura exige conhecimentos técnicos sólidos, sendo necessário ser um contribuidor estabelecido e ter um historial na manutenção de pacotes nos arquivos oficiais da plataforma.












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