
A Guarda Nacional Republicana lançou um aviso urgente sobre o crescimento de uma tática de burla chamada "quishing". Este método recorre a códigos QR adulterados para encaminhar os utilizadores de smartphones para páginas perigosas, muitas vezes sem levantar qualquer suspeita imediata. O alerta foi partilhado num vídeo na conta oficial da força de segurança no Instagram.
Como funciona o esquema dos QR codes falsos
A tática baseia-se na sobreposição de códigos fraudulentos por cima de painéis legítimos. Segundo as autoridades, os criminosos colam estas versões falsas em locais de uso comum, como ementas de restauração, máquinas de estacionamento ou até nos próprios talões. Quando a vítima faz a leitura com a câmara do telemóvel, é encaminhada para um endereço que não corresponde ao serviço real.
O grande perigo desta técnica é a familiaridade, visto que a leitura destes quadrados a preto e branco já faz parte da rotina de muitos portugueses. O objetivo principal passa por convencer o utilizador a realizar pagamentos diretos para as contas dos burlões ou, nos piores cenários, forçar a instalação de malware no equipamento.
Cuidados a ter para proteger a sua informação
Uma vez instalado o software malicioso, os atacantes ganham a capacidade de extrair dados altamente sensíveis. Informações bancárias, ficheiros pessoais e as palavras-passe das suas contas ficam imediatamente expostas.
Para evitar ser a próxima vítima, a força de segurança recomenda que adote uma postura defensiva antes de apontar o telemóvel. É essencial verificar fisicamente se o código apresenta sinais de adulteração, como vincos ou autocolantes sobrepostos. Além disso, mesmo após efetuar a leitura, deve sempre confirmar o endereço da página web que aparece no ecrã antes de inserir qualquer informação pessoal ou aprovar transferências. A GNR pede ainda que os cidadãos partilhem esta informação para aumentar a prevenção geral contra ataques cada vez mais sofisticados.












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