
O ambiente gráfico GNOME 50 foi lançado há cerca de duas semanas com várias novidades de peso, incluindo o Wayland como padrão, melhorias de desempenho em todo o sistema e um gestor de ficheiros Nautilus bastante otimizado, com pesquisa e criação de miniaturas mais rápidas. No entanto, esta atualização trouxe também uma mudança significativa: a remoção do acesso aos ficheiros do Google Drive através da barra lateral do Nautilus. De acordo com informações avançadas pelo portal OMG! Ubuntu e corroboradas no fórum oficial do GNOME, a funcionalidade foi descontinuada devido a problemas com bibliotecas de código obsoletas.
O motivo por trás da remoção no GNOME 50
A justificação para este corte foi explicada pelo programador Emmanuele Bassi e prende-se com uma biblioteca em decadência chamada libgdata. Este pedaço específico de código funcionava como a ponte de comunicação entre as aplicações do GNOME 50 e os servidores da Google, mas encontrava-se sem manutenção ativa há quase quatro anos.
Bassi revelou também que o GVfs, o sistema de ficheiros virtual que gere o armazenamento remoto como o Google Drive, desativou a sua dependência da libgdata há cerca de dez meses. Isto aconteceu porque a libgdata dependia da libsoup2, uma biblioteca de rede igualmente sem manutenção e considerada insegura, que os programadores do ambiente gráfico já tinham abandonado em favor da libsoup3 anos antes.
Alternativas e impacto nos utilizadores
Nas versões de desenvolvimento mais antigas do Ubuntu 26.04, a opção para adicionar ficheiros ainda surgia nas Contas Online, mas tentar abrir o Google Drive no Nautilus resultava num erro de acesso. Para os utilizadores que dependiam fortemente desta integração, as alternativas reais passam agora por usar o cliente web oficial da Google, que funciona bem em qualquer navegador, ou explorar ferramentas como o rclone. Este último permite montar o serviço da Google como um sistema de ficheiros local e está disponível nos repositórios da maioria das distribuições Linux, embora exija alguma configuração manual fora da interface normal de Contas Online.
Importa notar que quem utiliza versões mais antigas do ambiente gráfico, como as presentes no Ubuntu 24.04 LTS, continuará a ter a integração a funcionar perfeitamente, uma vez que a remoção afeta apenas a versão 50 e as seguintes.
A remoção desta integração no Nautilus junta-se assim a uma longa lista de funcionalidades que deixaram de estar disponíveis no ambiente gráfico ao longo do tempo. Recuando à versão 3.0, a equipa eliminou a tradicional metáfora de ambiente de trabalho, removendo ícones, a barra de tarefas e até os botões padrão de minimizar e maximizar. Mais tarde, versões subsequentes viram desaparecer a área de notificação do sistema, os menus de aplicação consolidados e funcionalidades populares do Nautilus, como o modo de painel duplo e a pesquisa antecipada, além da alteração dos espaços de trabalho verticais para horizontais na versão 40.












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