
A tripulação da missão Artemis II fez história ao quebrar o recorde de distância da Terra, superando a marca estabelecida pela Apollo 13 há mais de cinquenta anos. Além do marco histórico, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion partilharam descobertas visuais inéditas com a NASA e realizaram uma chamada inédita para a Estação Espacial Internacional, preparando-se agora para a amaragem prevista para esta sexta-feira na costa da Califórnia.
O recorde que ultrapassou a mítica Apollo 13
Na passada segunda-feira, a cápsula Orion atingiu um marco impressionante na exploração espacial. Os astronautas norte-americanos Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, acompanhados pelo canadiano Jeremy Hansen, viajaram além dos 400.171 quilómetros de distância do nosso planeta. Este feito ultrapassou o recorde absoluto que pertencia à missão Apollo 13 desde o ano de 1970.
Durante a viagem pelo lado oculto do nosso satélite natural, a equipa teve a oportunidade de captar várias fotografias únicas. A passagem da cápsula marca também o regresso de uma missão tripulada à órbita lunar após um interregno de mais de cinco décadas, sucedendo à Apollo 17 de 1972. Tendo já saído da zona de influência lunar, a nave encontra-se agora na sua trajetória final de regresso a casa.
Descobertas na superfície e chamadas inéditas
Durante as conversações com Kelsey Young, líder do Diretório Científico de Missão da agência espacial, a tripulação detalhou várias observações visuais fascinantes feitas em redor da Lua. Os astronautas relataram ter visto pelo menos quatro brilhos de impacto, fenómenos luminosos resultantes da colisão de meteoritos com a superfície, bem como pó levantado por forças eletroestáticas e tonalidades de cores nunca antes documentadas. Estes dados serão cruciais para ajudar a preparar as futuras missões que pretendem colocar novamente humanos no solo lunar em 2028.
Outro momento de destaque da missão foi a comunicação via rádio com a Estação Espacial Internacional. Ao contrário do que acontecia nas missões Apollo dos anos sessenta e setenta, a tecnologia atual permitiu que Christina Koch, a bordo da Orion, conversasse a cerca de 370 mil quilómetros de distância com Jessica Meir, que se encontra na estação. Este momento serviu também de reencontro para as duas astronautas, que em 2019 entraram para a história ao realizarem a primeira caminhada no espaço exclusivamente feminina.












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