
A tripulação da missão Artemis II já se encontra novamente no nosso planeta após uma jornada de dez dias à volta da Lua, estabelecendo um novo marco na exploração espacial. Segundo os detalhes partilhados pela NASA, os quatro astronautas completaram a viagem com sucesso, regressando a casa com novos recordes e algumas histórias caricatas na bagagem.
Um novo recorde para a humanidade
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, este último da agência espacial canadiana, completaram a amaragem no Oceano Pacífico, ao largo da costa de San Diego. Com este regresso, os quatro elementos inscrevem os seus nomes na história, tornando-se os seres humanos que viajaram para mais longe no espaço.
A equipa atingiu a marca impressionante de 406.771 quilómetros de distância da Terra, ultrapassando o recorde anterior estabelecido em 1970 pelos astronautas da Apollo 13. No total, a cápsula Orion percorreu mais de 1,1 milhões de quilómetros ao longo de toda a missão.
Imagens de topo e falhas informáticas no espaço
Lançada no dia 1 de abril a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a missão não esteve isenta de peripécias técnicas. Curiosamente, o maior obstáculo enfrentado pela tripulação não teve origem nos complexos sistemas da nave, mas sim num problema informático bastante comum. Os astronautas relataram que o sistema a bordo possuía duas versões do Outlook, mas nenhuma delas funcionava corretamente para comunicar com o exterior.
Apesar desta falha de software, a equipa conseguiu partilhar conteúdos multimédia de alta qualidade com o público. Recorrendo a um iPhone 17 Pro, a tripulação captou mais de sete mil fotografias da superfície lunar, conseguindo documentar um eclipse solar, antigas escoadas de lava, crateras de impacto e variações de cor no terreno da Lua, para além de paisagens incríveis da Via Láctea.
O próximo passo na exploração lunar
A componente científica foi um dos pilares desta viagem. A agência norte-americana recolheu dados essenciais sobre a forma como o tecido humano reage à microgravidade e ao ambiente de radiação do espaço profundo, passos vitais para preparar a futura construção de uma base lunar sustentável.
Após a recolha da cápsula no oceano por uma equipa conjunta militar e civil, a tripulação foi transportada de helicóptero para o navio USS John P. Murtha, onde realizou os primeiros exames médicos antes da viagem final para o Centro Espacial Johnson, no Texas. Com o sucesso comprovado desta etapa, todas as atenções viram-se agora para a missão Artemis III, agendada para o próximo ano, onde uma nova tripulação irá testar operações integradas com módulos de aterragem comerciais na órbita terrestre baixa.












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