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A rede social LinkedIn está a braços com duas ações judiciais coletivas submetidas no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, na Califórnia. A empresa é acusada de vigiar as pessoas através da análise de milhares de extensões instaladas nos navegadores, segundo as informações partilhadas pelo portal Bleeping Computer.

Os processos foram iniciados no início da semana, após a publicação de um documento do grupo alemão Fairlinked e.V., que detalha o método de rastreio aplicado a navegadores como o Chrome.

Os detalhes do relatório BrowserGate

O documento, apelidado de BrowserGate, indica que a plataforma profissional recorre a um ficheiro JavaScript capaz de identificar 6222 extensões diferentes. De acordo com o grupo de investigação, o objetivo passa por criar perfis detalhados dos utilizadores e detetar a utilização de software de empresas concorrentes.

Jeff Ganan e Nicholas Farrell, os autores das ações, defendem que a rede violou leis da Califórnia referentes à privacidade de comunicações eletrónicas e fraude informática. Argumentam ainda que a política de privacidade atual não é clara sobre a existência desta varredura aos complementos instalados na máquina de quem visita a plataforma.

A justificação oficial e a resposta dos investigadores

Em sua defesa, a empresa afirma que esta verificação está contemplada nos seus termos de privacidade, onde é referida a recolha de informação sobre a rede, dispositivos, sistemas operativos e complementos. Segundo a administração, esta é uma medida de segurança essencial para evitar a extração abusiva de dados sem consentimento.

Sarah Wight, vice-presidente jurídica da companhia, aponta que estes processos são uma clara tentativa de retaliação. A executiva recorda uma vitória judicial recente na Alemanha contra a entidade Teamfluence, sublinhando que o tribunal confirmou a legitimidade da rede social para agir de forma célere contra agentes mal-intencionados que tentem aceder à informação de forma imprópria.

Contudo, o grupo Fairlinked refuta a justificação de proteção de servidores. Os investigadores sublinham que a lista de verificação inclui milhares de ferramentas que nada têm a ver com a extração de dados, como extensões ligadas a convicções religiosas, opiniões políticas, apoio a neurodivergentes ou mesmo sistemas de entregas e operações farmacêuticas. Para a entidade, trata-se de uma verdadeira operação ilegal de espionagem.

Este caso junta-se a outras polémicas recentes envolvendo a plataforma, que em janeiro de 2025 já tinha sido acusada de utilizar o conteúdo de mensagens privadas para treinar modelos de inteligência artificial sem a devida autorização prévia.

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