
O aguardado serviço de internet por satélite da Amazon, agora conhecido como Leo (anteriormente Projeto Kuiper), tem o seu lançamento marcado para meados de 2026. A confirmação foi partilhada pelo diretor executivo da tecnológica, Andy Jassy, na habitual carta anual aos acionistas, conforme se pode ler no comunicado oficial da empresa.
Com a promessa de atingir velocidades de transferência até 1 Gbps, a nova aposta espacial pretende superar largamente a atual oferta da Starlink, que tipicamente regista valores entre os 45 e os 280 Mbps na receção de dados.
Foco empresarial e vantagens de peso
Embora ainda não seja claro se a data de lançamento abrangerá imediatamente os consumidores finais, sabe-se que um grupo restrito de clientes empresariais já iniciou os testes da infraestrutura no final do ano passado. Nomes de relevo na aviação, como a Delta e a JetBlue, já garantiram acordos para utilizar o sistema Leo de forma a fornecer rede sem fios a bordo dos seus aviões. A esta lista juntam-se também parceiros como a AT&T, Vodafone, DirecTV Latin America e a agência espacial NASA.
Quando chegar ao público em geral, a plataforma deverá apresentar trunfos consideráveis. Segundo os responsáveis do projeto, os utilizadores podem contar com velocidades de envio seis a oito vezes mais rápidas e o dobro da velocidade de transferência em comparação com as principais alternativas do mercado. Além disso, o serviço promete custos mais reduzidos e uma integração nativa com o sistema AWS, facilitando processos de armazenamento de dados, análises detalhadas e ferramentas de inteligência artificial para o setor corporativo.
A corrida contra o tempo
Apesar das promessas ambiciosas, a implementação em larga escala ainda enfrenta obstáculos significativos na sua concretização. Atualmente, o projeto encontra-se atrasado face ao calendário original, contando apenas com 241 satélites operacionais em órbita, um número substancialmente inferior aos mais de dez mil equipamentos já estabelecidos pela principal concorrente.
Face a este cenário, a tecnológica solicitou em janeiro um prolongamento do prazo junto da FCC, a entidade reguladora das comunicações nos Estados Unidos. A meta original estabelecia a colocação de 1600 satélites em funcionamento até julho de 2026, mas as previsões mais recentes da organização apontam para que apenas cerca de 700 unidades consigam estar ativas dentro desse período.












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